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Veto do Google põe em xeque aspiração da Huawei de ser líder mundial

A companhia, que durante o primeiro trimestre do ano vendeu quase metade de seus celulares fora da China, planejava superar a Samsung até o ano que vem

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Huawei: "Está cada vez mais claro que a Huawei está decidida a crescer com força no setor de celulares", disse consultor (Lucas Agrela/Site Exame)

Huawei: "Está cada vez mais claro que a Huawei está decidida a crescer com força no setor de celulares", disse consultor (Lucas Agrela/Site Exame)

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EFE

Publicado em 20 de maio de 2019 às, 14h46.

O veto do Google e de outras empresas tecnológicas dos Estados Unidos à Huawei pode frustrar a pretensão da companhia chinesa de se transformar na maior fabricante de telefones do mundo, já que ainda está atrás da sul-coreana Samsung, apesar de vender mais de sete celulares por segundo. A companhia, que durante o primeiro trimestre do ano vendeu praticamente metade de seus celulares fora da China, planejava superar a Samsung até o ano que vem.

"Em 2019 estaremos muito perto do número um, talvez junto com a Samsung e, no ano seguinte, talvez tenhamos oportunidade (de ser número um)", disse em novembro Richard Yu, o executivo-chefe da divisão de consumidores de Huawei, em entrevista à emissora americana "CNBC".

Só durante o primeiro trimestre do ano, e segundo a empresa de consultoria IDC, a Samsung vendeu no mundo todo 71,9 milhões de celulares, o que representa uma fração de mercado de 23,1%, enquanto a Huawei comercializou 59,1 milhões, uma cota de 19%, que se traduz na venda de quase 740 mil unidades por dia.

Segundo essa mesma empresa de consultoria, atrás aparecem Apple, com 36,4 milhões e uma fração de mercado de 11,7%, e Xiaomi, com 25 milhões de unidades vendidas e uma participação de 8%. Essa segunda posição foi conquistada pela Huawei após registrar um aumento de 50% nas vendas em um ano.

"Está cada vez mais claro que a Huawei está decidida a crescer com força no setor de celulares", disse recentemente Ryan Reith, vice-presidente do programa de rastreamento mundial de celulares da IDC no mundo todo. Na sua opinião, o recente avanço da Huawei significa que a companhia chinesa tinha chance de pelo menos se manter como "o claro número dois em termos de participação de mercado", depois de ter diminuído a diferença para a líder Samsung".

Embora o ranking varie segundo a fonte, a empresa de consultoria Gartner garantiu que, no último trimestre de 2018, a Huawei ainda era o terceiro maior fornecedor de dispositivos celulares no mundo todo, atrás de Samsung e Apple, com uma fração de mercado mundial de celulares de 14,8%, frente aos 17,3% da Sumsung e aos 15,8% da Apple.

O número final de dispositivos vendidos pela Huawei no último trimestre de 2018 foi de 60,4 milhões de unidades, segundo Gartner, o que supôs um aumento de 4% em estimativa anual. Assim, as vendas globais da fabricante chinesa em 2018 foram de 202,9 milhões unidades, o que supôs 13% da fração de mercado, segundo Gartner, que considera que esse ano foi claramente "o ano da Huawei".

A fabricante chinesa assegura ter se preparado para uma situação como a que acaba de se confirmar, que seus celulares não poderão utilizar o sistema operacional do Google, e já havia assinalado em março que estava desenvolvendo seu próprio sistema operacional e reduzindo sua dependência de fornecedores americanos.

No entanto, ninguém duvida que o veto do Google vai prejudicar a empresa, que foi acusada pelos EUA de colaborar em tarefas de espionagem e se viu envolvida na guerra comercial entre Washington e Pequim.

Assim, e segundo os detalhes do veto que vazaram antes do anúncio oficial, os novos celulares da Huawei não terão acesso à loja virtual Google Play, mas poderão utilizar outras lojas de aplicativos para Android desenvolvidas por outras firmas.

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