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Um dos principais fundos de VC do mundo seleciona seis startups do Brasil; saiba quem são

Criada em Singapura em 2017, a Antler é um fundo early stage que investe em programas de residência para selecionar pessoas com as ideias e projetos bem estruturados e com potencial de escalar

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Carolina Strobel, da Antler: nós acreditamos que para ter a inovação que precisamos no mundo, nós temos que investir em modelos disruptivos, novos (Antler/Divulgação)

Carolina Strobel, da Antler: nós acreditamos que para ter a inovação que precisamos no mundo, nós temos que investir em modelos disruptivos, novos (Antler/Divulgação)

No Brasil desde meados do ano passado, a Antler está anunciando a segunda lista de startups nacionais selecionadas para receber aporte. A gestora de venture capital escolheu seis empresas criadas em seu segundo programa de residência no Brasil, processo que durou 10 semanas e reuniu mais de 60 empreendedores.

A Antler funciona como uma plataforma de investimentos em negócios embrionários. Criado em 2017, em Singapura, o fundo tem um modelo diferente, procura por potenciais fundadores de startups antes mesmo que eles tenham um power point e um pitch a fazer.

Como funciona o modelo da Antler

Para encontrar os empreendedores, a empresa investe em programas de residência em que seleciona as pessoas com as ideias e projetos bem estruturados e com potencial de escalar.

“Nós acreditamos que para ter a inovação que precisamos no mundo, nós temos que investir em modelos disruptivos, novos. Investir na mesma coisa sempre, em caras que saíram de Harvard e do ITA, é impossível não ter sucesso, mas olhamos o mundo de maneira diferente”, afirma Carolina Strobel, partner da Antler no Brasil.

Globalmente, o fundo recebe mais de 65 mil pedidos por ano e menos de 1% participa dos programas. Nestes sete anos, a empresa investiu em 850 startups pelo mundo.

No Brasil, a gestora está na segunda edição, iniciando um novo ciclo de investimentos. Somados, os seis negócios escolhidos pela Antler receberão aportes totais de R$ 4,2 milhões, cerca de R$ 700 mil cada. Além das startups investidas, o programa de residência contribuiu para a formação de outros 26 negócios.

Os recursos vêm de um veículo de investimentos ancorado por fundos da Dinamarca, Coreia do Sul e Noruega e conta também com investidores nacionais como family offices e pessoas físicas. Ainda em fase de captação, a expectativa é de que o fundo local capte entre 30 milhões e 50 milhões de dólares, valores que permitiriam aportes em cerca de 100 startups ao longo dos próximos anos.

“Entidades governamentais apoiam os fundos da Antler no mundo todo. E aqui no Brasil nós estamos buscando também porque ainda não temos”, afirma Strobel. “Procuramos também outras classes de investidores”.

Quais são as startups selecionadas

A tese de investimentos da Antler está estruturada em negócios que usam a tecnologia para oferecer produtos e serviços que sejam escaláveis, tanto sob o aspecto do setor em que estão inseridas quanto sob a perspectiva da expansão geográfica.  Nesta segunda edição, as startups estão distribuídas por sustentabilidade, biotecnologia, marketing e plataformas tecnológicas.

Os negócios são:

  • Future Cow:  a startup replica as moléculas das proteínas produzidas por vacas para produzir leite. Faz isso digitalmente, sem retirar nenhuma célula animal. Os criadores são o empreendedor Leonardo Vieira e a engenheira de alimentos Rosana Goldbec
  • Hero Invest: uma plataforma de investimentos com foco na experiência dos usuários, com a proposta de facilitar o conhecimento das pessoas sobre o universo de bolsas e corretoras de criptoativos. A criação é de Fernando Lopes, Mauricio Sales e Stefano Giorgi
  • Navigare: o logtech funciona como um despachante aduaneiro para acelerar os processos e o fluxo documental de mercadorias nos portos brasileiros. Os fundadores são o engenheiro civil Murillo Arabadgi e o advogado Tomás Tomic
  • Studywise: é uma plataforma que usa desafios simulados para ajudar profissionais de tecnologia com projetos práticos de desenvolvimento, gerenciados por uma Inteligência Artificial (IA). Os fundadores são os desenvolvedores Jorge Corral e Luccas Evans
  • TalkBlue: é uma plataforma de e-commerce conversacional que auxilia comerciantes a venderem seus produtos por meio do WhatsApp. O modelo foi desenvolvido por Camila Sande de Godoy e pelo programador Gustavo Mehsen Tufaile
  • Co.Urban é uma plataforma de zeladoria urbana, introduzindo tecnlogica para que as empresas possam acompanhar mais de perto a eficiência e produtividade dos prestadores de serviços urbanos terceirizados. Os fundadores são a engenheira ambiental Daniela Ribeiro e o engenheiro de tecnologia Danilo Lucari.

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