Mercado Imobiliário

Vacância de prédios de empresas em SP é a menor da década

Colliers aponta 1,2% de vacância para imóveis corporativos de alto padrão no fim do primeiro trimestre

Na Marginal Pinheiros, preços dos aluguéis estão acima da média de mercado. (Wikimedia Commons)

Na Marginal Pinheiros, preços dos aluguéis estão acima da média de mercado. (Wikimedia Commons)

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Da Redação

Publicado em 2 de junho de 2011 às 19h53.

São Paulo - Na cidade de São Paulo, a entrega, em 2010, de “apenas" 30 mil metros quadrados de imóveis corporativos, “o que não atendeu as necessidades da demanda” - é apontada pela Colliers International como a responsável pela taxa de vacância de 1,2%, “a mais baixa da década”.

No primeiro trimestre de 2011 apresentando recuo pelo sexto trimestre consecutivo, a taxa de vacância de imóveis corporativos A+ e A, no mercado paulistano mostrou queda de 5%, comparando com igual período de 2010, “o que evidencia a movimentação em um mercado com baixa oferta”, comenta a Colliers.

A reduzida oferta, em São Paulo, de terrenos aptos a receber escritórios com aqueles perfis, tem como contraponto Alphaville, na Região Metropolitana Oeste. No bairro de Barueri, é possível encontrar áreas corporativas superiores a mil metros quadrados, situação rara na capital, segundo a Colliers.

Não obstante a reduzida taxa na capital, a região da Berrini apresenta vacância de 7,5%, “devido à recente entrega do Edifício Berrini Park”. Na região da Chácara Santo Antônio, ocorreu a ocupação total do Edifício Jatobá, e nas regiões do Itaim e Parque Petroni houve absorção negativa, no primeiro caso com a devolução de espaço com cerca de 300 metros quadrados e, no segundo, devolução de 2.000 metros quadrados no Market Place.

As demais regiões mantiveram-se estáveis, com taxas de vacância próximas a zero, aponta a pesquisa da Colliers. A Colliers estima que, considerando a absorção projetada de 250.000 metros quadrados, a taxa de vacância deverá encerrar 2011 próximo a 8%. Este percentual, alto em relação ao encerramento dos últimos anos, leva em consideração as negociações com prazos mais longos, para áreas maiores, de acordo com a Colliers.

Preços

A pesquisa da Colliers International mostra também que os valores médios de locação de escritórios nos padrões A+ e A, na cidade de São Paulo, cresceram 7,76% em relação ao último trimestre. No mesmo período, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acumulou alta de 2,43%.

Na região da Faria Lima, o metro quadrado chegou a 200 reais, no Edifício Plaza Iguatemi, “valor antes alcançado no Brasil apenas pela região do Leblon, no Rio de Janeiro”.

A pesquisa da Colliers destaca ainda que, dentre as dez regiões de escritórios corporativos classes A+ e A analisadas, 50% apresentam valores de locação acima da média do mercado. São Elas: Marginal Pinheiros, Vila Olímpia, Avenida Paulista, Itaim e Faria Lima.

A Colliers comenta ainda em seu estudo que o atual ciclo de expansão aproxima-se do pico, uma vez que está previsto a entrega de aproximadamente 350.000 metros quadrados no decorrer de 2011, “cerca de 22% do inventário total do mercado paulistano”. Diz ainda a consultoria que, até 2012, está previsto a entrega de 500.000 metros quadrados, “o que pode levar o mercado á condição de superoferta”.

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