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Startup Barte, "braço direito" do fluxo de caixa de PMEs, capta R$ 16 milhões

Startup fundada em 2022 recebeu seu segundo aporte; plataforma pretende automatizar pagamentos e cobranças entre pequenas empresas

Caetano Lacerda e Raphael Dyxklay, sócios da Barte: R$ 16 milhões para melhorar fluxo de caixa das PMEs (Barte/Divulgação)

Caetano Lacerda e Raphael Dyxklay, sócios da Barte: R$ 16 milhões para melhorar fluxo de caixa das PMEs (Barte/Divulgação)

Maria Clara Dias
Maria Clara Dias

Repórter de Negócios e PME

Publicado em 6 de março de 2023 às 09h00.

Última atualização em 8 de novembro de 2023 às 06h44.

A startup Barte mira um filão de mercado ao atender o imenso contigente de pequenas empresas brasileiras ajudando-as a lidar com fluxos operacionais comuns ao dia a dia, mas que podem ser uma grande dor de cabeça. Aqui estão os velhos — e temidos — conhecidos fluxo de caixa e acesso ao crédito.

Fundada em 2022, a empresa já conquistou alguns investimentos com sua proposta de desburocratizar (e automatizar) o caixa de PMEs. O mais recente deles, anunciado nesta segunda-feira (6), é de R$ 16 milhões, fruto de uma rodada seed liderada pelos fundos NXTP e Force Over Mass. O aporte acontece apenas seis meses após a empresa anunciar seu primeiro cheque de R$ 6,5 milhões com o propósito de se lançar de vez ao mercado.

O que faz a Barte

Por trás do desejo de facilitar a vida de empreendedores emanharados em processos operacionais ligados ao controle das contas a pagar e valores a receber está uma plataforma própria desenvolvida com este propósito. Com a tecnologia, a Barte oferece soluções de pagamento de empresa para empresa, numa lógica B2B. Na lista estão métodos como boleto, Pix e cartão de crédito.

O mesmo sistema também permite aos empreendedores o controle de rotinas que antecedem os pagamentos em si, como lembretes de contas a vencer e, no pós-pagamento, a cobrança automática a clientes (no caso, outras empresas).

A Barte também mira um problema estrutural das pequenas e médias empresas: o acesso ao crédito —o que, na ponta, acaba virando uma grande bola de neve causada pela falta de liquidez enfrentada por essas companhias. Com base nas informações de pagamentos que acontecem dentro da própria plataforma, a Barte oferece análise de crédito personalizada.

“Embora o problema comece com a gestão de pagamentos, o acesso ao capital é o outro lado desta equação. Através da nossa plataforma, somos capazes de construir modelos de crédito mais robustos, desbloqueando financiamento para um segmento subatendido”, diz Caetano Lacerda, cofundador e CEO da Barte e executivo com larga experiência no mercado financeiro europeu.

Quais são os planos

Com o dinheiro, a empresa deve investir em expansão pelo Brasil, melhoria do produto e na estruturação de um novo veículo de crédito, que será lançado ainda em 2023. Segundo os sócios, desde que foi fundada em 2022, a Barte já conquistou mais de 2.000 clientes e multiplicou por dez a sua receita.
“Desde a rodada pre-seed, conquistamos mais de 2 mil empresas usuárias, montamos uma equipe com cerca de 20 pessoas e movimentamos mais de R$20 milhões pela plataforma. Nossa expectativa é crescer pelo menos 10 vezes até dezembro”, diz Raphael Dyxklay, cofundador da startup.

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