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O Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs) mostra que a movimentação financeira média das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras cresceu 4,2% em agosto na comparação com o mesmo período do ano anterior.

No acumulado do ano até agosto, o IODE-PMEs mostra crescimento de 3% na comparação com igual período do ano anterior.

O índice segue em crescimento no segundo semestre de 2023, ainda que puxado pela expansão de setores específicos do mercado.

“O desempenho do índice no mês é acompanhado pela melhora da percepção geral da economia e do ambiente doméstico, tendo em vista a queda das pressões inflacionárias e o início de redução da taxa básica de juros do país", diz Felipe Beraldi, economista e gerente da Omie.

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Quais setores mais cresceram em agosto entre as PMEs?

O desempenho dos setores acompanhados pelo IODE-PMEs ainda apresentam diferenças significativas nos últimos meses. No geral, o crescimento do setor, em agosto, foi novamente condicionado pelo avanço das PMEs da Indústria (+8,3%) e de Serviços (+1,2%) – panorama verificado no resultado do PIB do segundo trimestre.

Com o resultado, as PMEs industriais mostram o sexto crescimento consecutivo na comparação anual, com destaque para o bom desempenho de alguns segmentos da indústria de transformação, tais como:

  • Impressão e reprodução de gravações
  • Confecção de artigos do vestuário e acessórios
  • Fabricação de produtos alimentícios

No setor de Serviços, as PMEs voltaram a mostrar crescimento, após alta de +1% em julho, puxado pelo avanço de ‘Atividades de serviços pessoais’ e ‘Atividades profissionais, científicas e técnicas’ (que englobam, por exemplo, ‘atividades jurídicas, de contabilidade e de auditoria’).

“A retomada do crescimento de alguns segmentos de PMEs afeta positivamente os negócios de prestadores de serviços para empresas, tais como os contadores. Segundo o IODE-Serviços, a divisão ‘Atividades jurídicas, de contabilidade e de auditoria’ mostra avanço de cerca de 10% no acumulado do ano até agosto de 2023 (frente ao mesmo período de 2022), com trajetória de aceleração do crescimento no decorrer do terceiro trimestre do ano”, diz Beraldi.

Já no Comércio, o IODE-PMEs indica queda da movimentação financeira real das PMEs (-6,7% YoY em agosto) – quinto mês consecutivo de retração.

No setor, o recuo foi bem disseminado entre os três grandes segmentos: ‘Atacado’, ‘Varejo’ e ‘Comércio e reparação de veículos’.

Por outro lado, apesar do fraco resultado agregado, alguns segmentos do atacado seguem em crescimento nos últimos meses, como ‘livros, jornais e outras publicações’, ‘mármores e granitos’ e ‘resíduos e sucatas não metálicos’.

Por fim, o índice também mostrou recuo do setor de Infraestrutura no período (-5,3% na comparação com agosto de 2022). “Este é o terceiro recuo em sequência, resultado que segue refletindo, especialmente, a retração das atividades de ‘Obras de infraestrutura’ e de ‘Serviços especializados para construção’, segmentos que mostraram desempenho bastante positivo no decorrer do ano anterior’, afirma o economista da Omie

Beraldi explica que, diante da melhora geral do ambiente macroeconômico do país nos últimos meses, e com os resultados positivos indicados por sondagens de mercado, espera-se que as PMEs mantenham trajetória de crescimento no curto prazo.

“Esperamos efeitos positivos do programa do governo federal Desenrola Brasil para as pequenas empresas, diante do contexto de elevado endividamento familiar no país”, afirma.

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