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Sem insumos, Whirlpool concede férias coletivas

Com a greve dos caminhoneiros, a entrega desses materiais, que é diária, começou a falhar. A saída de produtos acabados também está prejudicada

Whirlpool: empresa engrossa a lista de fábricas paradas do setor de eletrodomésticos e eletrônicos que já estão paradas (Raphael Gunther/EXAME/Exame)

Whirlpool: empresa engrossa a lista de fábricas paradas do setor de eletrodomésticos e eletrônicos que já estão paradas (Raphael Gunther/EXAME/Exame)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 28 de maio de 2018 às 16h54.

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São Paulo - A partir desta segunda-feira, 28, a fabricante de eletrodomésticos Whirlpool, dona das marcas Consul e Brastemp, dará férias coletivas de cinco dias aos trabalhadores das fábricas Joinville (SC) e Rio Claro (SP). O motivo é a falta de insumos, como aço e resinas, para as linhas de produção.

Com a greve dos caminhoneiros, a entrega desses materiais, que é diária, começou a falhar. A saída de produtos acabados também está prejudicada pela falta de transporte. O estoque de geladeiras e fogões da companhia, por exemplo, é de 20 dias.

A fábrica de Joinville produz refrigeradores e freezers. A unidade de Rio Claro fabrica fogões e lavadoras de roupas. A planta de Manaus (AM), que produz aparelhos de ar condicionado, lava-louças e forno micro-ondas, já estava em férias coletivas que normalmente ocorrem nesta época por causa da redução sazonal da procura por ar condicionado.

Ao todo são 12 mil trabalhadores diretos e indiretos de braços cruzados nas três fábricas. Os funcionários dos escritórios da companhia continuarão a trabalhando normalmente.

Setor

Com as férias coletivas, a Whirlpool engrossa a lista de fábricas paradas do setor de eletrodomésticos e eletrônicos que já estão paradas. No fim da semana passada, a Eletros, associação que reúne a indústria do setor, informou que oito fábricas tinham suspendido a produção total ou parcialmente.

O presidente da Eletros, José Jorge do Nascimento Júnior, disse que os produtos mais afetados são os televisores, refrigeradores, fogões e geladeiras. Segundo ele, a greve foi um balde de água fria para a indústria, que começava a recuperar as vendas, após três anos de crise.

No primeiro trimestre, as vendas de TVs para o varejo cresceram 46% em relação ao ano passado. Na linha branca, que inclui geladeiras, fogões e lavadoras, a alta foi de 3%.As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

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