Negócios

Rotatividade de CEOs no Brasil cai e se aproxima da mundial

Estudo revela que o perfil de transição de presidência das empresas brasileiras tem acompanhado outros países

Culturas mais alinhadas: perfil de gestão se aproxima do de estrangeiros (.)

Culturas mais alinhadas: perfil de gestão se aproxima do de estrangeiros (.)

DR

Da Redação

Publicado em 28 de maio de 2010 às 18h50.

São Paulo - O perfil de rotatividade da presidência das empresas brasileiras está se aproximando do padrão global, segundo pesquisa da consultoria Booz & Company. Realizado desde 2000, o estudo anual acompanha as tendências e mudanças de presidência das 2.500 maiores empresas de capital aberto do mundo. No Brasil, são 130 companhias pesquisadas, todas com mais de 500 milhões de reais de faturamento.

No período entre 2008 e 2009, a rotatividade nas chefias de empresas brasileiras caiu de cerca de 20% para 15%. A média global é de 14,3%. Outro ponto de convergência entre Brasil e os demais países é a menor incidência de CEOs que ocupam, ao mesmo tempo, a posição de chairman (ou presidente de conselho administrativo).

A faixa etária dos presidentes das companhias brasileiras e mundiais também está mais próxima. Os CEOs brasileiros estão assumindo a posição mais tarde, em relação aos últimos anos. A média de idade dos chefes de empresas do país gira em torno de 49 anos, enquanto a mundial é de 53.

Planejamento

O presidente da Booz & Company no Brasil, Ivan Souza, acredita que a sucessão mais tardia permite que o processo seja planejado de forma mais adequada. Ele atribui essa aproximação dos perfis à maior inserção das empresas do país nos mercados globais e o consequente contato maior entre companhias de diferentes nacionalidades.

A pesquisa também revelou que cerca de dois terços das empresas brasileiras ainda prefere contratar presidentes internos, sem experiência prévia na função. Ivan Souza acredita que a preferência por gente "de casa" se deve ao fato de que muitas empresas têm formado novos talentos e, por isso, preferem investir internamente.

Já o número de CEOs brasileiros que saem dessa posição e passam a ocupar vaga no conselho diminuiu em relação aos últimos anos e está baixa, se comparado ao patamar dos outros países. "Com a grande cobrança por resultados e a demanda crescente, muitos presidentes saem do cargo antes do esperado", justifica o presidente da Booz & Company. "Muitas empresas gostariam que isso não ocorresse, mas é algo que não se pode controlar".

 

Acompanhe tudo sobre:Contrataçõesgestao-de-negociosGovernançaRecrutamento

Mais de Negócios

Aquisições a caminho: Celcoin capta R$ 650 milhões para buscar oportunidades de M&As

Cimed avança na compra da Jequiti — e quer 100% da empresa de cosméticos

Essa empresa vende em até 10 vezes sem juros artigos de luxos – que podem render mais do que ações

Grupo de certificados digitais de MG compra empresa, faz fusão e passa a valer R$ 300 milhões

Mais na Exame