Petrobras recebe do governo indicações de novos nomes para vagas no conselho

As indicações vêm depois que cinco membros do colegiado anunciaram na semana passada que não desejariam continuar nos cargos

A Petrobras informou que recebeu ofícios do Ministério de Minas e Energia e do Ministério da Economia com indicações do governo a cargos no conselho da empresa, a serem apreciados em assembleia-geral extraordinária de acionistas, de acordo com comunicado nesta segunda-feira.

As indicações vêm depois que cinco membros do colegiado anunciaram na semana passada que não desejariam continuar nos cargos após a indicação pelo governo do presidente Jair Bolsonaro de um novo presidente para a companhia, o general da reserva Joaquim Silva e Luna.

A Petrobras disse que os ofícios indicaram a recondução do atual presidente do Conselho, Eduardo Bacellar Leal Ferreira, além dos nomes de Joaquim Silva e Luna, Ruy Flaks Schneider, Márcio Andrade Weber, Murilo Marroquim de Souza e Sonia Julia Sulzbeck Villalobos, indicada pela pasta da Economia.

A União ainda pode realizar mais duas indicações de membros ao conselho de administração da companhia, acrescentou a Petrobras no comunicado.

Na última semana, Leonardo Pietro Antonelli, João Cox Neto, Nivio Ziviani, Paulo Cesar de Souza e Silva e Omar Carneiro da Cunha Sobrinho pediram para não ser reconduzidos. Dois deles citaram a troca no comando da companhia como motivo.

troca no comando da companhia aconteceu depois de uma série de altas nos preços dos combustíveis e de o presidente Jair Bolsonaro criticar a política de Castello Branco, que fica até 20 de março.

Castello Branco, que foi indicado pelo ministro da Economia Paulo Guedes, foi visto pelo mercado e por analistas nos últimos dois anos como um bom gestor, que reduziu o endividamento e ajudou a levar a companhia a focar em ativos mais estratégicos.

Em 2020, apesar da pandemia, a Petrobras teve um lucro líquido de 7 bilhões de reais. 

Troca de Castello Branco e do conselho

Roberto Castello Branco: "debandada" acontece semanas após o presidente Jair Bolsonaro decidir trocar o presidente da estatal pelo general Silva e Luna. (Sergio Moraes/Reuters)

Para ser presidente da Petrobras, é necessário fazer parte do conselho de administração, que reúne 11 nomes que representam os acionistas, incluindo o governo, os trabalhadores e os acionistas minoritários.

Ao decidir dar um cartão vermelho para Roberto Castello Branco, o presidente Jair Bolsonaro deu o primeiro de uma série de passos que são necessários para a troca.

Por meio do Ministério de Minas e Energia, o governo convocou uma Assembleia de Acionistas (o que todo acionista com mais de 5% pode fazer) e colocará em pauta a substituição de Roberto Castello Branco pelo general Silva e Luna dentro do conselho de administração. Como é acionista majoritário, não tem como perder.

Com a saída dos quatro conselheiros nesta quarta-feira, o governo deverá nomear substitutos para ser eleitos junto com o futuro presidente na assembleia.

Depois de aprovado o novo conselho, em que o nome de Luna deve então constar, haverá a votação para o cargo de diretor presidente, que precisa ser de alguém que está no grupo dos 11. Mais uma vez, como tem maioria, não tem como a União perder.

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