Petrobras planeja corte em exploração por aperto de caixa

A estatal planeja vender ativos e reduzir investimentos em refino e exploração, direcionando o foco para desenvolver campos já descobertos, dizem fontes

São Paulo/Rio de Janeiro - A Petrobras, maior produtora de petróleo em águas ultraprofundas, planeja vender ativos e reduzir investimentos em refino e exploração, direcionando o foco para desenvolver campos já descobertos.

Trata-se de uma resposta ao colapso nos preços do petróleo e às dificuldades para recorrer aos mercados internacionais de dívidas em meio a investigações sobre corrupção, disseram duas fontes com conhecimento direto sobre o assunto.

A Petrobras, que é controlada pelo Estado brasileiro, planeja paralisar investimentos nas refinarias Premium I e Premium II, no Nordeste, entre outras medidas, para não precisar emitir dívida no mercado internacional em 2015, disse uma das fontes.

As fontes pediram para não serem identificadas porque as informações não são públicas. A Petrobras, que tem sede no Rio de Janeiro, não respondeu a e-mails com solicitações de comentários.

Empresa petroleira de capital aberto mais endividada do mundo, a Petrobras está vendo suas ações serem negociadas no menor nível desde 2004 em meio a uma ampla investigação sobre suborno de empreiteiras a funcionários da companhia.

A produtora de petróleo atrasou a divulgação de seus resultados financeiros, enquanto dois escritórios de investigação independentes concluem seus relatórios naquele que se tornou o maior escândalo de lavagem de dinheiro e corrupção da história do Brasil. As ações da empresa caíram 9,2 por cento ontem. “É benéfico para a empresa, pois podem fazer caixa. Hoje o preço está muito baixo e isso faz essas fortes oscilações”, disse Henrique Kleine, analista da corretora Magliano.

A Petrobras tem dito que precisa divulgar resultados auditados para ter acesso aos mercados de capitais internacionais. Um novo atraso para divulgação dos resultados veio depois que o conselho da empresa entrou em desentendimento sobre o tamanho das baixas contábeis decorrentes dos custos relacionados à corrupção, disse na semana passada uma fonte com conhecimento do assunto, que pediu anonimato porque a informação não é pública.

A empresa informou em um comunicado do dia 12 de dezembro que precisa reportar os resultados não auditados até o fim de janeiro para evitar romper cláusulas de alguns de seus bonds, que poderiam disparar cláusulas de pagamento antecipado.

A Petrobras também disse que planeja reavaliar sua estratégia para preços de combustíveis e limitar as despesas operacionais para preservar o caixa, que permaneceu em R$ 62,5 bilhões (US$ 23 bilhões) no fim de setembro.

Os cortes ocorrerão principalmente em campos com atraso de cronograma, disse uma das fontes.

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