• BVSP 118.811,74 pts +1,0%
  • USD R$ 5,7339 +0,0002
  • EUR R$ 6,8235 -0,0069
  • ABEV3 R$ 15,57 +1,37%
  • BBAS3 R$ 29,49 +1,03%
  • BBDC4 R$ 25,63 +1,71%
  • BRFS3 R$ 24,48 +2,00%
  • BRKM3 R$ 46,83 +7,98%
  • BRML3 R$ 9,82 -1,21%
  • BTOW3 R$ 63,1 +0,73%
  • CSAN3 R$ 89,85 +0,74%
  • ELET3 R$ 34,76 -1,95%
  • EMBR3 R$ 16 +0,25%
  • Petróleo US$ 63,40 +0,33%
  • Ouro US$ 1.735,10 +0,14%
  • Prata US$ 24,92 +0,36%
  • Platina US$ 1.175,20 +0,03%

Oi realiza assembleia com credores e pode gerar novo 'rali' nas ações

Em recuperação judicial desde 2017, empresa busca aval para vender a maior parte dos seus ativos; ação subiu 80% em menos de 3 meses

A novela envolvendo a Oi, uma das maiores operadoras de telecomunicações do país, ganhará novos capítulos nesta terça-feira, 8. A companhia realiza de forma virtual, a partir das 11h, uma nova assembleia geral de credores com o objetivo de tentar aprovar mudanças ao plano de recuperação judicial ratificado em 2017, um ano depois de ter entrado com o pedido de proteção na Justiça. Na ocasião, a Oi tinha 65 bilhões de reais em dívidas.

O plano que será submetido à votação prevê a divisão da companhia em cinco áreas de negócios, das quais quatro seriam vendidas integralmente para ajudar a abater parte da dívida bruta que ainda somava 26,1 bilhões de reais ao fim do segundo trimestre. Os leilões de venda dessas unidades, se autorizados, ocorreriam nos próximos meses.

A expectativa de analistas e de fontes que acompanham a recuperação é que o aditamento ao plano seja aprovado, a despeito da oposição dos principais credores, que são os maiores bancos do país. A proposta prevê descontos de 60% na dívida com a categoria. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e detentores de títulos da Oi devem votar a favor.

Bancos credores tentavam até o último momento uma liminar para suspender a assembleia, com a alegação de que sairão prejudicados e de que a proposta apresentada pela Oi não se trata de um aditamento, mas de um novo plano de recuperação.

A divisão mais notória à venda é a de telefonia móvel, o que abriria as portas para que a Oi deixe de oferecer o serviço. Seria um novo capítulo de uma operação que chegou a ser proclamada como "supertele brasileira" em 2008, quando a Oi (ex-Telemar) comprou a Brasil Telecom com a bênção do governo e (muitos) recursos do BNDES.

O candidato favorito a assumir a operação móvel da Oi é o consórcio formado por suas principais concorrentes: Claro, TIM e Vivo (Telefônica). Na noite de segunda, véspera do leilão, a Oi informou ao mercado que aceitou a proposta vinculante conjunta do consórcio no valor de 16,5 bilhões de reais e que ela servirá como "stalking horse": será a oferta inicial para o leilão previsto para dezembro, desde que tenha o aval dos credores. O consórcio com as três companhias terá ainda o direito de cobrir eventuais melhores ofertas.

As outras áreas colocadas à venda abrigam as torres, os data centers e a operação de TV. A joia da coroa, da qual a Oi pretende se desfazer apenas de uma parte, para conseguir um sócio, é a divisão de fibra óptica. A venda do controle da InfraCo deve render 6,5 bilhões de reais para o caixa da Oi, além de 5 bilhões em investimentos para o negócio.

A divisão de fibra óptica é apontada como a mais promissora pela companhia e por analistas. As receitas dessa unidade cresceram 6,3 vezes no segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2019, acima das expectativas da empresa.

Para milhares de investidores que vão acompanhar o desfecho da votação nesta terça, o interesse na Oi vai além do seu modelo de negócios. As ações ordinárias da Oi (OIBR3), que vinham sendo negociadas em torno de 1 real, passaram a subir com força depois que a empresa anunciou a proposta de alteração do plano de recuperação em 15 de junho.

A razão para a valorização é a expectativa de que a empresa possa finalmente ensaiar uma saída da crise, o que abriria uma janela de oportunidades para ganhos com suas ações na B3. Elas encerraram a sexta-feira, 4, negociadas a 1,84 reais, com uma alta de 80% desde o anúncio do novo plano. O volume de negociação, que em ficava em torno de 150 milhões de reais, chegou a se aproximar de 2 bilhões de reais no fim de julho.

Na última semana, com a proximidade da assembleia de credores, o volume voltou a crescer e chegou a 620 milhões de reais na quinta-feira, 3.

 

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.