Negócios

O mercado está doce para Lindt, que abre uma loja por mês

“O Brasil é um país com grande potencial de mercado premium”, disse Patrick Diggelmann, COO da Lindt à EXAME.com

Lindt: “o Brasil é um país com grande potencial de mercado premium”, disse diretor à EXAME.com (Lindt/Divulgação)

Lindt: “o Brasil é um país com grande potencial de mercado premium”, disse diretor à EXAME.com (Lindt/Divulgação)

Karin Salomão

Karin Salomão

Publicado em 8 de dezembro de 2015 às 13h31.

São Paulo - Desde que chegou ao Brasil, a Lindt abriu, em média, uma loja por mês. Ela completou 18 novas unidades a partir da inauguração da primeira no Shopping Higienópolis, em junho de 2014. A empresa suíça de chocolates finos tem planos de alcançar a marca de 50 unidades até 2017.

Por enquanto, todas as lojas são próprias e estão localizadas em shoppings em São Paulo e no Rio de Janeiro, afirmou Patrick Diggelmann, diretor global de operações da Lindt & Sprüngli.

A operação é feita por uma joint venture com o Grupo CRM, dono da Kopenhagen, da qual a Lindt é acionista majoritária, com 51% das ações.

As duas marcas atuam em vendas de chocolates finos, mas Diggelmann crê que elas não irão concorrer diretamente. “Acreditamos que as principais linhas de produtos de ambas marcas atendem diferentes demandas dos consumidores”, disse diretor.

“O Brasil é o terceiro maior produtor e consumidor de chocolates do mundo e a Lindt enxerga o país com grande potencial de mercado premium”, falou ele, em entrevista por email à EXAME.com.

As apostas da empresa de doces no Brasil são altas. “A expectativa é tornar a Lindt a marca líder de chocolates finos internacionais no Brasil”, afirmou Diggelmann. De acordo com ele, o país é um dos mercados mais representativos para a empresa no mundo e é foco de expansão, ao lado do Japão e da Rússia. 

Mundialmente, o volume de negócios da empresa aumentou em 17,4% no primeiro semestre de 2015 comparado com o mesmo período do ano anterior, atingindo 1,41 bilhão de francos suíços (cerca de 5,27 bilhões de reais).

Os produtos são importados da Suíça, Alemanha, Itália e França. Os bombons e outras delícias já são vendidos em lojas específicas desde 1969, em parceria com a distribuidora Aurora Bebidas e Alimentos Finos.

O acordo será mantido, de acordo com Diggelmann. “A parceria é um complemento para os negócios. O objetivo da Lindt é ampliar a participação no mercado brasileiro, por meios das lojas próprias e também nas redes de varejo, lojas de delicatessen, atacados e canal foodservice”.

Acompanhe tudo sobre:Chocolatecomida-e-bebidaCrescimento econômicoDesenvolvimento econômicoEmpresasInvestimentos de empresas

Mais de Negócios

10 franquias baratas de limpeza para empreender a partir de R$ 27 mil

A malharia gaúcha que está produzindo 1.000 cobertores por semana — todos para doar

Com novas taxas nos EUA e na mira da União Europeia, montadoras chinesas apostam no Brasil

De funcionária fabril, ela construiu um império de US$ 7,1 bilhões com telas de celular para a Apple

Mais na Exame