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O cipoal tributário brasileiro ajudou este negócio a captar US$ 1,5 milhão com investidores

Simplex, fundada por Mateus Waga e Pedro Caratori, encontra o ponto 'ótimo' no planejamento tributário das empresas. Em outubro, levantou investimento da aceleradora Darwin, de Santa Catarina

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Mateus Waga e Pedro Caratori, da Simplex: algoritmo para encontrar o melhor cenário para uma empresa pagar seus impostos (Montagem de Leandro Fonseca/Exame)

Mateus Waga e Pedro Caratori, da Simplex: algoritmo para encontrar o melhor cenário para uma empresa pagar seus impostos (Montagem de Leandro Fonseca/Exame)

O sistema tributário brasileiro pode causar arrepios dignos de Dia das Bruxas.

O cipoal de legislações da esfera nacional, estadual e municipal, bem como o ritmo prolífico de atualizações, faz o pagamento de impostos ser um calvário para muitos brasileiros.

Partindo da premissa de que a dor de um pode ser a oportunidade do outro, os empreendedores Pedro Caratori e Mateus Waga viram um bom negócio no uso de tecnologia para facilitar o pagamento de impostos.

Caratori e Waga fundaram em dezembro de 2019 a Simplex, uma desenvolvedora de algoritmos capazes de cruzar uma infinidade de dados tributários gerados por empresas nas tratativas com autoridades em várias esferas.

Não raro esses dados estão espalhados numa porção de softwares de gestão dessas empresas — e, apartados, acabam tendo pouca serventia para dar uma visão completa do que é pago ao Fisco.

A missão do algoritmo da Simplex, portanto, é juntar essas informações em busca do melhor cenário para uma empresa pagar os seus impostos.

Ou seja, as condições de ela pagar a quantia justa e num tempo adequado de modo a preservar o fluxo de caixa.

"Por essa essência, somos um híbrido entre fintech e taxtech", diz Caratori.

Quem são os fundadores

A tecnologia proprietária levou a Simplex a captar US$ 1,5 milhão em duas rodadas pré-seed destinadas a empresas ainda pequenas, mas com muito potencial de crescimento.

O cheque mais recente, assinado na última semana de outubro, teve a liderança do Darwin, uma aceleradora de negócios sediada em Florianópolis e que desenvolve frentes de corporate venture capital para nomes como:

  • B3
  • Safra
  • RTM
  • Sinqia

Antes do aporte, o modelo de negócios da Simplex passou por um teste importante em razão da seleção da empresa para o attix, programa de inovação do Mattos Filho, um dos principais escritórios de advocacia do país.

Engenheiro elétrico formado pela PUC-Rio, Caratori conheceu Waga, engenheiro de produção formado pela UFRJ, nos corredores do antigo banco Pactual, no Rio de Janeiro, onde ambos trabalharam nos anos 2000.

Desde então, Caratori seguiu carreira no mercado financeiro, com passagem pela asset Opportunity e, posteriormente, no time de sales and business development do banco BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME).

Waga enveredou pelo setor de óleo e gás: por três anos ele ocupou cargos de liderança na Tesouraria da Petrobras.

Por lá, Waga teve um momento digno de Isaac Newton ao compreender uma das principais leis da Física, a da gravidade, depois de ver uma maçã caindo em sua cabeça.

Na operação de um gigante do óleo e gás como a Petrobras, com tantas variáveis que podem dar errado e comprometer a operação toda, a busca pelo ponto ótimo no uso dos recursos é parte essencial do negócio.

"Por que não levar a mesma filosofia de economia de recursos para outros universos, como o do planejamento financeiro e tributário", diz Waga.

Para onde vai a Simplex

Uma vez plugado ao cliente, o algoritmo da Simplex realiza um diagnóstico das estratégias (e das restrições) de cada companhia, e assim, indica a estrutura de capital mais adequada para cada subsidiária de um grupo econômico.

"Olhando para o futuro, as formas oferecidas pela Simplex para enfrentar toda sorte gargalos tributários são animadoras", diz Caratori.

Nos próximos meses, a empresa deve tirar do papel dois algoritmos focados na otimização financeira e tributária.

O primeiro implica o aperfeiçoamento do modelo matemático do algoritmo original, de modo, não só a otimizar as necessidades no âmbito tributário das empresas no médio/longo prazos, mas também no curto.

O segundo mira uma das principais dores de cabeça dos empresários: diminuir o custo agregado de logística e das despesas com ICMS por meio de uma nova definição de rotas e centros de distribuição de produtos.

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