Navio que rachou com minério da Vale pode ser consertado, diz STX

A empresa afirmou que uma equipe da Coreia vem realizando análise técnica detalhada das condições da embarcação para definir os procedimentos que serão adotados

São Luís/Rio de Janeiro - O navio gigante que rachou enquanto embarcava expressiva quantidade de minério de ferro da Vale pode ser reparado para então seguir viagem, informou nesta sexta-feira a empresa coreana STX Pan Ocean, dona da embarcação.

De acordo com comunicado da companhia, ainda é muito cedo para avaliar a causa das rachaduras no tanque de lastro do navio Vale Beijing.

A empresa afirmou que uma equipe da Coreia vem realizando análise técnica detalhada das condições da embarcação para definir os procedimentos que serão adotados.

Existe a possibilidade de o navio ser rebocado para um porto de Fortaleza, provavelmente o de Suape, onde a água é mais clara e os técnicos poderão trabalhar melhor na reparação da embarcação, relatou à Reuters uma fonte que está acompanhando o processo.

"A STX contratou uma empresa referência no mercado internacional de salvatagem para remover, assim que possível e de forma segura, parte do combustível do navio", diz a STX em nota.

A empresa informa ainda que apresentou na quinta-feira à Capitania dos Portos um plano de ação para evitar qualquer impacto ambiental do navio gigante, conforme havia solicitado o Ibama.

O órgão ambiental demonstrou preocupação com a possibilidade de vazamento de combustível da embarcação. O navio afretado pela Vale encontra-se em área de ancoragem do Porto de São Luís, na Baía de São Marcos.

"Eles vão retirar o maior parte do combustível da embarcação, mas isso é meramente medida de precaução (pois) o combustível está armazenado em tanques separados", afirmou à Reuters o capitão do porto, comandante Calmon Bahia.

Com destino à Europa, o supercargueiro deveria ter deixado o terminal da Vale no último domingo, em sua primeira viagem.

Recém-construído na Coreia do Sul, o navio integra a nova frota que a Vale está montando com o objetivo de reduzir seus custos de transporte transocenânico de minério de ferro.

A embarcação pode não ter suportado a carga, entre outras possibilidades, segundo autoridade local da Marinha do Brasil.

A carga, de 260 mil toneladas de minério de ferro, ainda não começou a ser retirada do navio. A embarcação tem capacidade para 400 mil toneladas, mas a operação de carregamento foi interrompida em função do problema.

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