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Não adianta abrir restaurantes antes da hora, diz dono do Giraffas

Para empresário Carlos Guerra, melhor é esperar indicação das autoridades de saúde e melhorar ações do governo para ajuda ao setor

Fundador da rede de fast-food Giraffas, com 400 restaurantes pelo país, o empresário Carlos Guerra afirma que, apesar das perdas financeiras, o melhor é ter cautela na reabertura dos estabelecimentos e fazê-lo somente quando as autoridades indicarem que é adequado. “Não adianta abrir agora como se todo mundo fosse ocupar os restaurantes e sem tem certeza de que isso é realmente indicado”, afirmou o empresário ao exame.talks.

A rede tem hoje cerca de um quarto das unidades funcionando, com quase a totalidade das vendas feitas via delivery. Com isso, tem tido cerca de 20% do faturamento, na comparação com números do ano passado, quando o Giraffas faturou 750 milhões de reais no ano. A expectativa do empresário é de que, até o final do ano, a crise causada pelo novo coronavírus gere uma perda de receita da ordem de 30% para a rede. “Imaginamos que a partir de julho as vendas fiquem perto de 50%, com uma volta gradual até o final do ano. Mas, no curto prazo, vamos precisar ter paciência”, afirma.

A rede tem investido para ampliar sua operação de delivery. No entanto, os desafios são vários. "O delivery é um canal difícil, com custos elevados com embalagens, marketplace e entrega. É importante fazer, mas é muito desafiador ter um bom resultado trabalhando somente com o delivery", disse. Também está fazendo a adaptação de suas lojas físicas. Dentre as medidas estão instalação de barreiras físicas no caixa e na área de entrega dos pratos. O Giraffas também está melhorando seu aplicativo, e vai permitir encomendar o prato e pagar pelo app, evitando contato físico na loja.

Na visão do empresário, as medidas de ajuda do governo para o setor de bares e restaurantes deixam a desejar. “As ações até agora são mal desenhadas e insuficientes”, afirmou. Segundo Guerra, empreendedores do setor têm tido dificuldade de acesso a crédito, mesmo com os recentes incentivos do governo federal. “É querer muito de um banqueiro brasileiro emprestar nessas circunstâncias. Quem tem que fazer isso é o tesouro”, diz. “Os donos de bares e restaurantes são pequenos empreendedores que já estavam numa situação difícil e não têm capital de giro”, completa. O setor perdeu 80% da receita com a crise do coronavírus.

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