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Marinha interdita plataforma da Petrobras durante manutenção

Não há informações sobre quais os impactos reais causados à produção da plataforma Petrobras P-40, localizada na Bacia de Campos

Petrobras: auditoria da Marinha ocorreu devido a denúncias feitas pelo Sindipetro Norte Fluminense (Tânia Rêgo/Agência Brasil/Reuters)

Petrobras: auditoria da Marinha ocorreu devido a denúncias feitas pelo Sindipetro Norte Fluminense (Tânia Rêgo/Agência Brasil/Reuters)

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Reuters

Publicado em 13 de fevereiro de 2017 às 12h52.

Rio de Janeiro - A plataforma da Petrobras P-40, na Bacia de Campos, que opera em Marlim Sul, foi interditada pela Marinha na sexta-feira, após uma auditoria que encontrou irregularidades, afirmou nesta segunda-feira o diretor de comunicação do Sindipetro Norte Fluminense (Sindipetro-NF), Tezeu Bezerra.

Não há informações sobre quais os impactos reais causados à produção da plataforma, já que ela estava passando por uma manutenção programada no momento da auditoria.

A interdição teria durado pelo menos até domingo, segundo Bezerra, que também não pôde informar imediatamente se a unidade permanece interditada nesta segunda-feira.

A P-40 produziu em dezembro média diária de 79,441 mil barris de petróleo e 1,180 milhão de metros cúbicos de gás natural, segundo os dados mais atuais publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Bezerra explicou que a auditoria da Marinha ocorreu devido a denúncias feitas pelo sindicato, que se preocupa com a redução do efetivo, após programas recentes da empresa de demissão voluntária, que estariam afetando as condições de segurança.

Dentre as denúncias feitas pelo sindicato à Marinha estava o descarte de água oleosa no mar fora dos padrões, causando poluição. O sindicalista, que não teve acesso ao relatório da auditoria, destacou que interdições somente são feitas quando há real risco de acidentes.

"O baixo efetivo é realmente um problema gravíssimo, estamos vendo a hora de isso realmente causar um acidente mais grave, estão querendo reduzir ainda mais o efetivo, e isso tudo coloca a vida de todo mundo em risco", disse Bezerra à Reuters.

A Petrobras não pôde responder imediatamente aos pedidos de comentários.

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