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Gol muda foco para exterior com corte de custos no limite

A maior companhia aérea brasileira conta com rotas fora do país para aumentar sua receita


	A Gol planeja dobrar a participação da receita denominada em dólar no faturamento total, hoje em cerca de 8 por cento, dentro de cinco anos
 (Renato Araújo/ABr)

A Gol planeja dobrar a participação da receita denominada em dólar no faturamento total, hoje em cerca de 8 por cento, dentro de cinco anos (Renato Araújo/ABr)

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Da Redação

Publicado em 16 de maio de 2013 às 09h36.

São Paulo - A Gol Linhas Aéreas Inteligentes SA, maior companhia aérea brasileira, conta com rotas fora do País para aumentar receita, depois que as ações promovidas para cortar custos, como redução de pessoal, voos e aeronaves, estão próximas do limite.

A empresa iniciará no segundo semestre mais um voo para a América do Norte e outro para a América Central e Caribe partindo de São Domingo, na República Dominicana, a caminho de tornar a capital da ilha caribenha um hub internacional, disse ontem o presidente da Gol, Paulo Sergio Kakinoff.

“Estamos muito próximos do piso de corte de custos,” disse Kakinoff em entrevista no escritório da Bloomberg em São Paulo. A expansão da malha internacional é um “hedge natural” contra o risco cambial já que a empresa tem custos, como leasing e combustível, denominados em dólar.

A Gol planeja dobrar a participação da receita denominada em dólar no faturamento total, hoje em cerca de 8 por cento, dentro de cinco anos, disse Kakinoff.

Kakinoff, 38, que já presidiu a Audi AG no Brasil, está promovendo a mudança na antiga estratégia de crescimento a qualquer custo, que levou a Gol, com sede em São Paulo, a fazer aquisições e elevar número de rotas.

O valor de mercado da empresa caiu 71 por cento nos cinco anos até 2012. Desde que assumiu a presidência, em julho, Kakinoff cortou postos de trabalho, vendeu aviões de uma aquisição de 2011 e abriu o capital do programa de milhagem, Smiles, em uma operação que levantou R$ 1,1 bilhão.

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