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Fundo investirá R$ 100 mi em empresas inovadoras

Investidores querem apostar em companhias com alto potencial de crescimento

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O banqueiro Pedro Moreira Salles (à direita) está envolvido na formação do fundo, que espera aprovação da CVM (Germano Lüders/EXAME.com)

O banqueiro Pedro Moreira Salles (à direita) está envolvido na formação do fundo, que espera aprovação da CVM (Germano Lüders/EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 26 de maio de 2011 às, 11h46.

São Paulo - Grandes investidores brasileiros reuniram-se para criar um fundo de capital de risco para aplicar em empresas inovadoras com alto potencial de crescimento. O Fundo Pitanga, com capital de R$ 100 milhões, será gerido por Fernando Reinach, ex-diretor executivo da Votorantim Novos Negócios, e Eduardo Vassimon, ex-vice-presidente do Itaú BBA.

Os investidores, que não estarão envolvidos no dia a dia do fundo, são Guilherme Leal, Luiz Seabra e Pedro Passos, fundadores da Natura, e os banqueiros Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco) e Fernão e Cândido Bracher (Itaú BBA). "Estamos montando um fundo de venture capital mais clássico, para investir em empresas de alto risco e de retorno alto", disse Vassimon.

As conversas para montar o fundo começaram em outubro do ano passado. A empresa já está constituída, mas o fundo ainda aguarda o sinal da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para começar a operar. A ideia é iniciar os investimentos no segundo semestre.

Nos Estados Unidos, é comum os fundos investirem em empresas em estágios iniciais. De dez investimentos, somente um ou dois dão certo - e eles mais que compensam as perdas do restante da carteira. A ideia do Fundo Pitanga é seguir esse modelo. As empresas que receberão investimentos podem estar em um estágio bem inicial, ainda na forma de uma ideia de produto ou serviço, sem ter nem mesmo um modelo de negócios definido.

No Brasil, isso não é comum, pois a maioria dos fundos ainda tem participação de investidores institucionais, mais avessos ao risco. "Para um fundo de pensão, é muito mais difícil aprovar o investimento em uma empresa que ainda não sabe como vai ganhar dinheiro", exemplificou Reinach. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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