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De Brasília, empresa de cibersegurança NTSEC compra Ziva e mira receita de R$ 200 milhões

Com primeira aquisição desde a fundação em 2007, o Grupo NTSEC mira receitas de R$ 200 milhões em 2022

Bruno Nóbrega, CEO do Grupo NTSEC e José Cunha, CEO da Ziva Tecnologia: R$ 200 mlhões em vendas em 2022 (NTSEC/Divulgação)

Bruno Nóbrega, CEO do Grupo NTSEC e José Cunha, CEO da Ziva Tecnologia: R$ 200 mlhões em vendas em 2022 (NTSEC/Divulgação)

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Maria Clara Dias

28 de novembro de 2022, 09h00

O Grupo NTSEC, especializado em segurança da informação, acaba de adquirir a paulista Ziva Tecnologia, numa tentativa de ampliar os serviços de infraestrutura de tecnologia à disposição de seus clientes corporativos. Com o negócio, a expectativa é alcançar pelo menos R$ 200 milhões em vendas e atingir outros R$ 200 milhões em faturamento em 2022.

Fundada em 2007 em Brasília, a NTSEC começou como uma tímida empresa de segurança da informação. O negócio criado pelo engenheiro da computação Bruno Nobrega surgiu da percepção de que, à época, faltavam empresas capazes de oferecer soluções em tecnologia e segurança, mas que também pudessem se responsabilizar por toda a implementação desses novos ferramentais em clientes — em sua maioria, empresas de médio e grande porte.

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Dessa ideia, Nóbrega fundou a empresa que desde então se dedica à junção entre a venda de soluções de cibersegurança (em sua maioria, softwares e bancos de dados com alguma camada de proteção) e também pela mão de obra formada por times responsáveis por ajudar as empresas no passo a passo dessas instalações. "Sabia que essa simples adição seria responsável por trazer um diferencial no mercado”, diz o CEO.

Atualmente, o Grupo é formado pelas empresas Ziva, NGSX e Infosec, organizações que atuam com prestação de serviços e licenciamento de produtos e serviços de segurança da informação.

A Ziva, por sua vez, é especialista em infraestrutura tecnológica, levando segurança a redes corporativas, ajudando companhias a criar do zero projetos de comunicação e rede de computadores conectados (aqui lê-se internet), já com a proteção necessária para evitar ataques hackers, por exemplo.

Essa é a primeira aquisição da NTSEC desde a sua fundação, uma negociação que perdura há pelo menos três anos — segundo Nóbrega, o Grupo já atua em parceria com a Ziva desde 2018.

A longa demora foi por achar modelos que fossem de fato vantajosos para a companhia. Embora a Ziva já fosse parceira, não havia muita sinergia no negócio, tampouco interesse por parte da NTSEC em consolidar aquisições, explica. "Aquisições não eram parte do nosso plano, foi mais uma consequência do tempo e experiência no mercado”, diz.

O que faz a empresa

Na prática, o Grupo NTSEC se responsabiliza por toda a camada de segurança de informação por trás de acessos de empresas e seus funcionários à internet. Entre os principais serviços da empresa estão:

  • Construção de data centers;
  • Gestão de chamados de TI;
  • Instalação de programas e softwares de segurança;
  • Segurança de dados pessoais.

Com a junção das duas empresas, a NTSEC passa a atender também companhias que ainda não possuem qualquer rede para instalação de programas de segurança de ponta a ponta, já que agora passa a atambpem atuar na estruturação de redes corporativas.

eliminando o excesso de contratos com diferentes fornecedores.  "Nosso foco é prover aos nossos clientes soluções completas, desde proteção de dados à infraestrutura, segurança de redes e defesa contra as diferentes ameaças cibernéticas. Com a aquisição da Ziva, passamos a contar com todo o know-how de quase 20 anos de atuação em infraestrutura de redes da empresa, além da capacidade para entregar projetos de comunicação e segurança física e visual, como cidades inteligentes”, comenta Bruno Nóbrega, CEO do Grupo NTSEC.

Onde está a empresa

O Grupo NTSEC tem sua sede em Brasília, mas atua em todo o território nacional, em especial nas regiões Sudeste, Norte e Nordeste do país, em capitais como São Paulo, Fortaleza, Manaus e Cuiabá. Já a Ziva, que tem sua matriz em São Paulo, ganha agora capilaridade para escalar nacionalmente.

Com forte atuação no Sul, a chegada da Ziva deve também beneficiar a geração de negócios para a NTSEC na região, uma ação tímida atualmente. Além disso, serão mais de 300 projetos em andamento e mais de 200 novos clientes adicionados ao portfólio.

Quais são os planos

A sinergia entre as duas empresas deve alavancar as receitas, nas expectativas de Nóbrega. Segundo o CEO, a NTSEC deve faturar R$ 200 milhões em 2022 e, com a chegada da Ziva — marcada para janeiro de 2023 — o valor deve saltar para R$ 250 milhões.

A meta em vendas para 2023 é um pouco mais ambiciosa: R$ 300 milhões, frente os R$200 milhões esperados para este ano

Tudo isso deve estar pautado em uma atuação que considere também as tendências do mercado de tecnologia daqui em diante. O Grupo NTSEC deve passar a mirar a nuvem, ajudando empresas a migrarem para o novo ambiente e armazenarem seus dados por lá. “Cada vez mais, nossa preocupação é como o Grupo NTSEC, com tecnologia, pode impactar positivamente a sociedade, sendo mais produtiva e menos burocrática”, diz.

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