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CSN quer captar R$ 5 bilhões até o fim do ano

Desse montante, R$ 2 bilhões virão por meio do contrato fechado com a Glencore, que prevê o fornecimento de minério de ferro pela CSN por um prazo de 5 anos

Visão aérea da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em Volta Redonda, Rio de Janeiro (Fernando Soutello/Reuters)

Visão aérea da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em Volta Redonda, Rio de Janeiro (Fernando Soutello/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 22 de fevereiro de 2019 às 08h46.

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São Paulo - A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) prevê captar R$ 5 bilhões em dinheiro novo em 2019, como parte da estratégia de reduzir seu endividamento e de atingir a relação entre dívida e geração de caixa para 3 vezes. Desse montante, R$ 2 bilhões virão por meio do contrato fechado com a Glencore, que prevê o fornecimento de minério de ferro pela CSN por um prazo de cinco anos.

Esse contrato, aliado à divulgação de um resultado considerado robusto pelo mercado - lucro líquido de quase R$ 1,8 bilhão apenas no quarto trimestre de 2018, cinco vez mais do que no mesmo período do ano anterior - animaram o mercado financeiro.

O principal papel da siderúrgica de Benjamin Steinbruch disparou nesta quinta-feira, 21, na B3, a Bolsa paulista. A ação ordinária da CSN fechou em alta de 9,39%, cota da R$ 11,53. Os analistas do Santander classificam os números da CSN como sólidos e acima do esperado. Eles apontam principalmente os dados do segmento de mineração, como boa demanda e preços favoráveis.

O Itaú BBA passou a considerar os papéis da CSN como de potencial acima da média do mercado. "Reconhecemos que a CSN apresenta uma história de investimento arriscada, mas acreditamos que a empresa pode se beneficiar de uma combinação de maiores preços para o minério, maior demanda de aço e cimento no Brasil e baixas taxas de juros", apontou o banco, em relatório.

Venda de ativos

Para atingir a meta de R$ 5 bilhões em captações, a CSN ainda precisa "correr atrás" de R$ 3 bilhões. Uma das saídas para atingir essa meta é a venda de ativos - em especial os que a empresa detém na Europa - e de ações preferenciais na Usiminas (na qual é sócia minoritária).

"Pela qualidade dos ativos e pela possibilidade de operações financeiras que podemos fazer, acreditamos na iniciativa de chegar a uma alavancagem em menos de 3 vezes. Vamos certamente entregar esse compromisso", disse Steinbruch, nesta quinta, em entrevista sobre os resultados da siderúrgica.

A companhia também informou ontem que prevê investir cerca de R$ 400 milhões nos próximos quatro a cinco anos com seu programa de segurança e revisão das atividades das barragens - o valor, no entanto, não alteraria significativamente os planos originais. A CSN tem sete barragens de rejeitos de minério, sendo três em Casa de Pedra, duas em Pires e duas em Fernandinho.

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