Criada por fundadores da Zee.Dog, marca de água em lata chega ao mercado para abolir o plástico

Mamba Water, primeira marca de água 100% em lata, nasce do compromisso com a sustentabilidade e para apoiar projetos sociais em regiões carentes
Mamba Water: água em lata e sustentabilidade (Mamba Water/Divulgação)
Mamba Water: água em lata e sustentabilidade (Mamba Water/Divulgação)
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Maria Clara Dias

Publicado em 01/06/2022 às 10:00.

Última atualização em 01/06/2022 às 10:36.

Uma nova marca nasce para acabar com o problema da poluição plástica na indústria de bebidas — ao menos em parte. Trata-se da Mamba Water, novo selo criado pelo grupo de inovação no setor de bebidas Better Drinks e que pretende vender água mineral apenas em latinhas.

De olho em uma tendência que cresce globalmente e vem na esteira de ações como a extinção de canudos plásticos, a Better Drinks desenvolveu uma marca que não possui opções vendidas em garrafas plásticas e prioriza a sustentabilidade ao contar com um sistema de envase abastecido por energia solar.

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A Mamba Water foi idealizada pelos fundadores da Zee.Dog Thadeu Diz, Felipe Diz e Rodrigo Monteiro, além do designer Sérgio Barbosa, o biólogo Guto Pinho e o empresário Cesar Villares.

A água em lata não é novidade no Brasil. A Ambev, por exemplo, já tem a opção desde 2019. Pela marca AMA, a fabricante lançou uma opção em latinhas e, mais recente, em caixas de papel. O diferencial da Mamba, nesse cenário, está em contar apenas com a opção de alumínio no portfólio, sendo assim a única marca de água brasileira comercializada 100% em lata.

A Mamba Water será lançada oficialmente em 05 de junho, data em que é comemorado o Dia do Meio Ambiente. A expectativa é que até o final de 2022, a marca esteja em torno de 2.000 pontos de venda pelo Brasil.

Compromisso social

Além do consumo consciente, a proposta da Mamba Water é causar também impacto social. Com o Mamba Water Project, projeto social que nasce junto com a nova marca, a empresa assume o compromisso de que cada lata de água vendida será revertida em recursos para a compra de 1 litro de água para programas que facilitam o acesso à água potável em regiões carentes. Neste primeiro momento, o projeto escolhido é o Sistema Integrado de Saneamento Rural (SISAR), no interior do Ceará.

Segundo Felipe Della Negra, fundador da Better Drinks, existe uma necessidade de discussão e mudança na indústria de bebidas, ainda dominada pelas garrafas PET e castigada pela falta de transparência das ações das marcas em prol do assunto. "Com a Mamba vamos mostrar que é possível oferecer água de qualidade em uma embalagem sustentável. Queremos liderar essa conscientização sobre como o consumo de hoje vai impactar as próximas gerações”, diz.

Nas projeções da Better Drinks, se mais de 20 milhões de latas forem vendidas, 20 milhões de litros de água chegarão a comunidades sem acesso e 9 milhões de embalagens plásticas deixarão de ser descartadas no meio ambiente nos próximos dez anos.

O uso excessivo do plástico é um problema global. Dados do Banco Mundial mostram que o Brasil é o quarto maior produtor de lixo plástico no mundo, com 11,3 milhões de toneladas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Índia. O material está em 80% de todo o lixo descartado nos oceanos e, até 2040, esse volume pode triplicar.

Nesse cenário, criar mecanismo que facilitem a reciclagem e impeçam o descarte irregular podem ser um caminho. Ainda assim, alguns materiais tÊm melhores índices de retorno ao mercado, como no caso do próprio alumínio. Hoje, 98,7% das latas produzidas no Brasil são reutilizadas.

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