Negócios

Cosan doará R$ 2,5 mi para encerrar ação de execução

Ribeirão Preto, SP - O grupo Cosan terá de doar, em até dois meses, R$ 2,5 milhões a entidades assistenciais da região de Araçatuba (SP) para encerrar uma ação de execução feita pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), após o descumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2007. O acordo, divulgado […]

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h45.

Ribeirão Preto, SP - O grupo Cosan terá de doar, em até dois meses, R$ 2,5 milhões a entidades assistenciais da região de Araçatuba (SP) para encerrar uma ação de execução feita pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), após o descumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2007. O acordo, divulgado hoje pelo MPT, prevê a extinção do processo judicial em troca da aquisição de bens e serviços para entidades dos municípios paulistas de Araçatuba, Valparaíso, Andradina e Mirandópolis.

De acordo com os procuradores o Grupo Cosan descumpriu duas cláusulas do TAC na Usina Univalem, em Valparaíso. A empresa teria se comprometido a conceder período mínimo de 11 horas entre duas jornadas e a não prorrogar a jornada normal de trabalho além do limite legal. Foram constatados, segundo auditores fiscais, 65 empregados em situação irregular em relação ao descanso entre jornadas e 32 trabalhadores encontrados com jornada excedente.

Por meio da assessoria de comunicação, a Cosan confirmou o acordo e informou que mantém negociações constantes com o MPT em relação ao TAC. A companhia informou ainda que realizará as doações no prazo acordado "em linha com as necessidades das instituições atendidas" e que "a celebração deste acordo não implica em reconhecimento de violação aos termos do TAC".

Dos R$ 2,5 milhões, R$ 1,36 milhão serão revertidos à Santa Casa de Misericórdia de Araçatuba para a construção de uma ala de radioterapia. O complexo atenderá pacientes com câncer que hoje precisam se deslocar até Barretos (SP) para o atendimento especializado. O valor restante - R$ 1,14 milhão - será destinado a mais de 20 instituições indicadas pelo MPT.

A Cosan tem 30 dias para notificar o MPT sobre os bens destinados às instituições. Em 60 dias, os bens e serviços devem ser entregues e, após o acordo ser cumprido, a companhia terá de informar o valor pago. Se houver saldo remanescente, outras entidades assistenciais podem ser indicadas pelo MPT para a realização de novas doações. Se o valor não for pago, o Grupo Cosan deve pagar multa de 50%.

Piracicaba

A Cosan firmou ainda, no MPT em Campinas (SP), um TAC para que a empresa regularize as instalações das máquinas da unidade industrial Costa Pinto, em Piracicaba (SP). No acordo, a Cosan se compromete a manter transmissões de força de todos os equipamentos devidamente isoladas, com o objetivo de evitar o contato com trabalhadores e eventuais acidentes. Caso descumpra o TAC, a empresa deve pagar multa de R$ 20 mil por irregularidade constatada, reversível ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

A Cosan informou que manterá as transmissões de força de todos os equipamentos da Usina Costa Pinto devidamente isoladas, "em linha com a Norma Regulamentadora número 12 (NR12), que estabelece os procedimentos obrigatórios relacionados à localização e manutenção de instalações e áreas de trabalho". A companhia ressaltou ainda que o TAC firmado com o Ministério Público "não implica na constatação de irregularidades".
 

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas abertasEmpresas brasileirasCosanAlimentos processadosAtacadoComércioJustiçaProcessos judiciais

Mais de Negócios

De R$ 300 mil em dívidas a 11 óticas: a virada da franqueada de Pato Branco rumo aos R$ 17 milhões

Agentes de IA da Senior assumem tarefas e mudam a rotina do RH

Após 13 anos focada em veículos, seguradora bilionária abre nova frente para dobrar de tamanho

Ozempic ou Mounjaro? Veja quem domina as respostas do ChatGPT sobre canetas emagrecedoras