Negócios

Correios anunciam fim definitivo do e-Sedex

Decisão foi tomada em 2016, mas prolongada por decisão judicial que foi revogada. Serviço deixa de existir na segunda

Correios: Fim do e-Sedex deve prejudicar os consumidores (André Mesquita/Creative Commons)

Correios: Fim do e-Sedex deve prejudicar os consumidores (André Mesquita/Creative Commons)

Anderson Figo

Anderson Figo

Publicado em 17 de junho de 2017 às 15h20.

Última atualização em 17 de junho de 2017 às 15h27.

São Paulo - Os Correios vão acabar definitivamente na próxima segunda-feira (19) com o e-Sedex, serviço exclusivo para o comércio eletrônico que tem o mesmo valor de uma encomenda tradicional, mas opera com a logística e prazos de entrega do serviço expresso Sedex.

A decisão foi anunciada em comunicado enviado às agências na tarde da última quarta-feira (14). A extinção do e-Sedex foi decidida no fim de 2016 e estava prevista para vigorar a partir de primeiro de janeiro deste ano, mas uma liminar obtida pela Associação Brasileira de Franquias Postais (Abrapost) conseguiu prolongar a existência do serviço até agora.

Segundo o comunicado, a decisão judicial que impedia o fim do e-Sedex foi revogada nesta semana e a extinção do serviço já havia sido aprovada pelo conselho dos Correios, por isso ela passará a valer já na próxima segunda.

Os contratos firmados com varejistas de comércio eletrônico para a utilização de postagens pelo e-Sedex passarão a funcionar por meio de Sedex tradicional ou PAC. De acordo com os Correios, os acordos atuais não serão mais válidos ou renovados.

Segundo a Abrapost, a decisão dos Correios deve afetar diretamente os consumidores, já que o e-Sedex representa 30% do faturamento das lojas franqueadas. Ou seja, o custo extra com o serviço de entrega mais caro deverá ser repassado aos consumidores.

Acompanhe tudo sobre:Correiosdireito-do-consumidorTransporte e logística

Mais de Negócios

A malharia gaúcha que está produzindo 1.000 cobertores por semana — todos para doar

Com novas taxas nos EUA e na mira da União Europeia, montadoras chinesas apostam no Brasil

De funcionária fabril, ela construiu um império de US$ 7,1 bilhões com telas de celular para a Apple

Os motivos que levaram a Polishop a pedir recuperação judicial com dívidas de R$ 352 milhões

Mais na Exame