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Consumidores querem empresas preocupadas com o meio ambiente

Segundo o presidente do Instituto Akatu, as políticas de responsabilidade socioambiental não são mais um diferencial para as empresas, mas uma obrigação

Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu: empresas precisam mudar práticas sociais e de meio ambiente  (Antonio Milena)

Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu: empresas precisam mudar práticas sociais e de meio ambiente (Antonio Milena)

Bárbara Ferreira Santos

Bárbara Ferreira Santos

Publicado em 17 de janeiro de 2017 às 13h55.

Última atualização em 17 de janeiro de 2017 às 14h41.

São Paulo -- O padrão de consumo do brasileiro mudou e os consumidores agora esperam que as empresas protejam a sociedade e o meio ambiente, afirmou o presidente do Instituto Akatu, Helio Mattar, nesta terça-feira, 17, durante o VEJA EXAME Fórum 2017 – A Revolução do Novo.

De acordo com o executivo, as políticas de responsabilidade socioambiental deixaram de ser um diferencial no mercado e são encaradas pelos consumidores como um dever para as empresas. A questão, portanto, não é mudar as práticas ambientais e de sustentabilidade por medo de penalizações impostas pelo governo, mas sim adotar essas políticas como filosofia de negócio.

“Mudou a expectativa dos consumidores em relação às empresas. Ao não protegerem o meio ambiente e a sociedade, as companhias estão criando para o cidadão comum um mundo menos protegido”, diz. 

Segundo o executivo, pesquisas mostram que os brasileiros lideram em iniciativas para comprar de empresas sustentáveis enquanto eles próprios adotam práticas socioambientais. “Se no mundo 64% dos consumidores vão atentar somente para empresas que vão além do básico, ou seja, aquelas que realmente se importam com sociedade e meio ambiente, no Brasil, o número chega a 82%.”

O problema, segundo Mattar, é que as grandes empresas brasileiras ainda estão na contramão de uma tendência internacional de inovação para diminuir impactos negativos na produção e aumentar os impactos positivos.

“Se a gente pensar em inovação, as empresas grandes estão longe. Não querem fazer inovação porque não têm certeza se vai ser bem sucedida ou não. Elas esperam o mercado ou pequeno investidor fazer”, afirma Mattar.

Para ele, o único fator que teria grande influência para que as empresas brasileiras prestem atenção ao sustentável é o empoderamento das mulheres no mercado de trabalho. “Mas é uma mudança das mulheres não com aquele comportamento mais masculino do passado nas empresas, mas um olhar feminino, que vai olhando para os negócios e atuando de forma diferente”, diz.

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