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Compra Rápida, startup que acelera compra em e-commerces, recebe aporte de R$ 18 milhões

A rodada seed foi liderada pela gestora americana Olive Tree Capital e contou com os fundos Liquid 2 e Soma Capital

Leandro Cortiz e Mário Marcoccia: o recurso será usado para melhorar a tecnologia e avançar a oferta para os grandes varejistas (Compra Rápida/Divulgação)

Leandro Cortiz e Mário Marcoccia: o recurso será usado para melhorar a tecnologia e avançar a oferta para os grandes varejistas (Compra Rápida/Divulgação)

Marcos Bonfim
Marcos Bonfim

Repórter de Negócios

Publicado em 1 de junho de 2023 às 04h59.

Última atualização em 1 de junho de 2023 às 12h50.

Quantas vezes você não parou com os produtos no carrinho de compra do e-commerce e desistiu da transação na última hora porque o site pedia para cadastro ou fazer login? A Compra Rápida entrou no mercado para resolver esse tipo de dor de cabeça, um problema tanto o consumidor quanto para as empresas.

A startup acaba de receber um aporte de R$ 18 milhões de reais, em rodada seed liderada pela gestora americana Olive Tree Capital. Também entraram os fundos Liquid 2 e Soma Capital, que têm no portfólio de investidas empresas como a Rappi, além de investidores-anjo.

No começo do ano passado, a Compra Rápida já tinha captado R$ 4 milhões com:

Como funciona o modelo da Compra Rápida

A startup se propõe a agilizar o processo de compra e oferece a lojistas um sistema que preenche automaticamente os dados dos consumidores. A ferramenta funciona como um banco de dados único ao qual os ecommerces parceiros são integrados.

Quando uma pessoa faz uma compra em determinado e-commerce que está na base de clientes da Compra, o sistema coleta e guarda as informações. Em uma segunda transação em site parceiro, o dado já está cadastrado e o consumidor não precisa fazer todo o processo de novo. Tudo isso em conformidade com a LGPD, segundo a empresa.

O negócio chegou ao mercado em 2021 pelas mãos de Mário Marcoccia e Rafael Gibelli, amigos de longa data e que já tinham empreendido em uma outra startup de empregabilidade que acabou não indo para a frente, a Encontri. A inspiração para o modelo da Compra Rápida veio dos problemas que Gibelli enfrentou quando trabalhava na LivUp, o seu último emprego antes de investir em negócios próprios, para acelerar aquele clique final no carrinho fitness da clientela.

A tese inicial do negócio foi trabalhar com pequenos e médios e-commerces, caminho mantido até aqui. Entre os principais clientes, estão varejos de moda, cosméticos e suplementação alimentar e que, na média, trabalham com tíquetes em torno de 250 reais.

“A gente afeta algumas variáveis como a taxa de recompra e a conversão [dos clientes]. E a gente faz um acompanhamento loja a loja, no detalhe, para garantir que faça sentido”, afirma Marcoccia, engenheiro de formação e com passagens pela consultoria Bain & Co e pela plataforma de benefícios Allya. Em 2022, a empresa cresceu mais de 10 vezes e projeta um ritmo forte também para este ano, acima de 500%.

Para onde a startup está mirando

Agora, a startup se prepara para entrar em um outro setor, e a chegada dos 18 milhões é a aposta para impulsionar a nova estratégia: atacar o mercado dos grandes varejistas nacionais.

O recurso será usado para melhorar a tecnologia, ampliando a capacidade para fazer integrações entre variados sistemas, e para reforçar o suporte técnico. O time também deve ganhar novas caras, saltando de 15 para 30 pessoas nos próximos meses.

Nesta preparação para avançar no novo mercado, a Compra Rápida conta ainda com um novo sócio, Leandro Cortiz, que assume a área de tecnologia. O executivo foi um dos líderes no processo de implementação da área de checkout da Riachuelo.

Por outro lado, não terá o conhecimento de Gibelli, o executivo deixou a operação "por razões pessoais", segundo a empresa, embora continue como sócio do negócio.

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