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Com VA e VR, iFood alcança quem vai aos restaurantes

Apesar de haver cartão físico, divisão de benefícios da empresa foi criada com a ideia fortalecer o delivery da marca

Um dos caminhos que o iFood encontrou para aumentar a presença no dia a dia das pessoas foi apostar em oferecer benefícios — os tradicionais vales refeição e alimentação — a empresas e funcionários. 

A criação da divisão iFood Benefícios em junho de 2020 nasceu com o propósito de reforçar a visão da empresa sobre a alimentação: ampla e além além do delivery.

Hoje, a empresa afirma que se posiciona como uma “food tech” e quer estar mais perto do dia a dia de trabalho do brasileiro.

“Quando a gente olhava pro mercado corporativo, a gente olhava para uma jornada de alimentação burocrática, com reembolso, por exemplo, ou era preciso pedir pela área de compras. Nada da jornada de alimentação dentro de uma empresa se parece com a jornada de alimentação na vida das pessoas, com tecnologia, com aplicativos e competitividade”, explica Paula Rabello, diretora geral do iFood Benefícios. “A gente vê muito que a vida das pessoas tende a ser espelhada para dentro do ambiente do trabalho. Eu uso o aplicativo, peço transporte, reservo. Tudo pelo meu celular.” 

A diretora da iFood Benefícios também comenta que o setor atual de cartões de benefícios tem pouquíssima inovação.

Em tempos de trabalho remoto, em que as pessoas viajam mais para trabalhar, a rede de aceitação restrita dos cartões tradicionais acaba sendo um problema, segundo ela. O iFood Benefícios tem uma rede de aceitação de 4 milhões de estabelecimentos. 

Um dos principais diferenciais, é que o valor acrescentado como benefícios no iFood Benefícios, que é outro aplicativo, inclui todos os 270 mil restaurantes cadastrados no iFood. 

Para ter uma base ampla, a empresa decidiu não cobrar taxas das empresas e dos restaurantes e supermercados, o que ajudou na ampliação exponencial da rede de aceitação. 

Com a entrada de novos usuários, levados até ali pela adesão das empresas ao sistema de benefícios da empresa, a perspectiva da empresa é reforçar o negócio principal.

A aposta na divisão de benefícios é que sua utilização via aplicativo funcione como uma ponte que proporciona o crescimento do delivery.

Com essa entrada, novos dados sobre o comportamento do consumidor chegam à empresa. Agora, o jeito como as pessoas comem nos restaurantes e compram em mercados também estão no radar da empresa. 

Outros dados que também chegam ao iFood são como as pessoas administram os créditos dos seus vales. Tudo isso, segundo Paula, pode no futuro, ajudar a criar soluções novas para o aplicativo e para a gestão desse crédito. 

Um dos insights que a empresa já descobriu sobre o comportamento do trabalhador brasileiro com vale-refeição ou alimentação é que eles não duram o mês inteiro e servem como complemento de renda. 

Com dois anos e meio de iFood, Paula Rabela conta que foi um desafio estruturar a divisão nova em meio à pandemia, à distância. 

Uma das principais razões foi porque a empresa estava entrando em um funil comercial novo, de se relacionar com o mercado corporativo.

Com a pandemia e o trabalho remoto, a diretora destaca a importância da flexibilidade. O que serve para um dia não necessariamente serve para outro.

“Na semana em que eu estiver em casa, com mais tempo, talvez eu prefira fazer mercado. Quando as coisas estiverem mais puxadas, peço delivery, e quando for ao escritório como no restaurante. Então o que a gente quis construir foi uma solução que desse pra empresa a possibilidade de ter uma múltipla realidade de trabalho com benefício de serviço pra todo mundo,  empoderando o colaborador a usar o seu benefício em qualquer lugar.”

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