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Cesp reacende discussão sobre venda ao não renovar contratos

O governo de São Paulo, que controla a Cesp com 94% de suas ações ordinárias, pode vender a companhia agora que os ativos envolvidos no negócio ficaram definidos

Energia elétrica: a ação da Cesp teve ganho de 11% neste mês, maior alta entre as empresas brasileiras de energia, depois de informar que não vai renovar as concessões das usinas  (Caio Coronel/Ag. Itaipu)
DR

Da Redação

Publicado em 11 de dezembro de 2012 às 07h56.

São Paulo - A decisão da Cia. Energética de São Paulo de desistir da renovação de mais da metade de suas licenças de geração levanta especulações de que a empresa pode ser vendida após três tentativas frustradas.

A ação da Cesp teve ganho de 11 por cento neste mês, maior alta entre as empresas brasileiras de energia, depois de informar que não vai renovar as concessões das usinas que juntas respondem por 70 por cento de seu faturamento.

A recusa significa que a companhia pode reduzir endividamento e aumentar a rentabilidade para o investidor, disse Cristiane Fensterseifer, analista da Geração Corretora de Valores, que administra R$ 6 bilhões em ações.

O governo do estado de São Paulo, que controla a Cesp com 94 por cento de suas ações ordinárias, pode vender a companhia agora que os ativos envolvidos no negócio ficaram definidos, disse o presidente da Cesp, Mauro Arce, em entrevista.

Mais de R$ 13 bilhões em valor de mercado de elétricas brasileiras foram eliminados desde 11 de setembro, quando a Presidente Dilma Rousseff anunciou o plano que obriga as empresas a reduzir tarifas para conseguirem renovar suas concessões.

“Você estaria criando menos valor se fosse manter as concessões depois de 2015”, disse Sérgio Tamashiro, analista do Banco Safra SA, em entrevista por telefone de São Paulo. A Cesp ainda concentra ativos atraentes que irão receber indenização do governo para baixar tarifas, ajudando a reduzir o endividamento, disse ele. “Ela não vai ser uma empresa com problemas.”

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A ação da Cesp teve ganho de 11 por cento neste mês, maior alta entre as empresas brasileiras de energia, depois de informar que não vai renovar as concessões das usinas que juntas respondem por 70 por cento de seu faturamento.

A recusa significa que a companhia pode reduzir endividamento e aumentar a rentabilidade para o investidor, disse Cristiane Fensterseifer, analista da Geração Corretora de Valores, que administra R$ 6 bilhões em ações.

O governo do estado de São Paulo, que controla a Cesp com 94 por cento de suas ações ordinárias, pode vender a companhia agora que os ativos envolvidos no negócio ficaram definidos, disse o presidente da Cesp, Mauro Arce, em entrevista.

Mais de R$ 13 bilhões em valor de mercado de elétricas brasileiras foram eliminados desde 11 de setembro, quando a Presidente Dilma Rousseff anunciou o plano que obriga as empresas a reduzir tarifas para conseguirem renovar suas concessões.

“Você estaria criando menos valor se fosse manter as concessões depois de 2015”, disse Sérgio Tamashiro, analista do Banco Safra SA, em entrevista por telefone de São Paulo. A Cesp ainda concentra ativos atraentes que irão receber indenização do governo para baixar tarifas, ajudando a reduzir o endividamento, disse ele. “Ela não vai ser uma empresa com problemas.”

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