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Dona da Big Ben e Farmais, Brasil Pharma pede falência

Decisão foi tomada porque a companhia foi "severamente afetada por diversos fatores e intercorrências nos últimos meses"

Brasil Pharma: conselho de administração aprovou pedido de falência da rede de varejo farmacêutico (Germano Lüders/Exame)

Brasil Pharma: conselho de administração aprovou pedido de falência da rede de varejo farmacêutico (Germano Lüders/Exame)

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Reuters

Publicado em 6 de junho de 2019 às 10h17.

Última atualização em 6 de junho de 2019 às 14h58.

São Paulo — O conselho de administração da Brasil Pharma aprovou na véspera pedido de falência da rede de varejo farmacêutico, que estava em recuperação judicial.

A decisão foi tomada porque a companhia foi "severamente afetada por diversos fatores e intercorrências nos últimos meses, que acabaram por comprometer o prosseguimento da recuperação judicial", homologada em 2018.

Entre esses fatores, a empresa citou baixo valor arrecadado nos leilões de mercadoria e ativos, além da rápida deterioração do valor de mercado dos pontos comerciais e da suspensão do leilão da rede de drogarias Farmais.

"A companhia viu-se em cenário no qual não foi possível obter novos recursos para assegurar o cumprimento das obrigações previstas no plano de recuperação judicial, tampouco vislumbrar perspectivas de continuidade operacional da companhia."

A administração da Brasil Pharma identificou que a rede está "impossibilitada mesmo de manter o pagamento de honorários advocatícios e de acessar seus sistemas de informática e de controle contábil, o que lhe impossibilita gerenciar suas operações e realizar o pagamento integral da folha salarial", afirmou a companhia em fato relevante divulgado nesta quinta-feira.

A companhia disse que já está providenciando a convocação de assembleia geral extraordinária (AGE) para que os acionistas se manifestem sobre o assunto.

O grupo, dono das redes Big Ben, Farmais e Farmácia Sant'ana, foi criado como um veículo para consolidar compras de redes de drogarias regionais, mas teve problemas de integração e passou por disputas entre acionistas, além de ter dívida elevada.

O grupo é atualmente controlado pelo Stigma II LLC, da gestora Lyon Capital, que tem 94,49 por cento das ações ordinárias.

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