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Banco Berj passa agora a se chamar Banco Bradesco Berj

O estatuto da instituição também passará por reforma


	Agência do Bradesco: em maio de 2011, o banco arrematou o Berj por R$ 1,025 bilhão
 (Andrew Harrer/Bloomberg)

Agência do Bradesco: em maio de 2011, o banco arrematou o Berj por R$ 1,025 bilhão (Andrew Harrer/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 2 de setembro de 2013 às 11h55.

Brasília - O Banco Central divulgou, nesta segunda-feira, 2, no Diário Oficial da União aviso sobre a alteração oficial do nome Banco Berj para Banco Bradesco Berj e a reforma estatutária da instituição, conforme Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de 15 de agosto deste ano.

Em maio de 2011, com uma oferta agressiva, o Bradesco arrematou o Banco do Estado do Rio de Janeiro (Berj) por R$ 1,025 bilhão, um ágio de quase 100% valor mínimo estipulado pelo governo. No total, segundo publicou o jornal O Estado de S. Paulo na ocasião, o banco privado desembolsaria R$ 1,8 bilhão, referentes ao lance dado pelo Berj e à folha de pagamento dos servidores ativos e inativos do Estado.

O lance dado pelo banco privado ficou bem acima dos R$ 729,3 milhões ofertados pelo Banco do Brasil, segundo colocado na disputa. Também participaram do leilão o Itaú Unibanco e o Santander.

Apelidado de "parte podre" do Banerj, banco privatizado em 1997, o Berj ficou nas mãos do governo estadual. Entre os principais trunfos da instituição, estava uma conta de prejuízos fiscais superior a R$ 3 bilhões, que o comprador poderia usar para abater impostos a pagar.

O Banerj já tinha sido comprado pelo Itaú, dentro da onda de privatizações de empresas nos anos 1990. Na época, estatais de outros setores, como os de telecomunicações e energia, também foram repassadas à iniciativa privada.

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