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Arado, ex-Clicampo, capta R$ 60 milhões e avança para conectar produtores rurais e restaurantes

O investimento foi liderado pela Acre Venture Partners, fundo americano que investe em negócios tecnológicos para a agricultura e o clima

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Yuri Janotti, Victor Bernardino, Bruno Mengatti, Luiza Batista e José Noblecilla: o objetivo é crescer 10 vezes em faturamento este ano (Paulo Vitale/Divulgação)

Yuri Janotti, Victor Bernardino, Bruno Mengatti, Luiza Batista e José Noblecilla: o objetivo é crescer 10 vezes em faturamento este ano (Paulo Vitale/Divulgação)

Após anunciar a captação de R$ 40 milhões há cerca de um ano em rodada semente, a Arado, ex-Clicampo, tem um novo cheque no bolso. Em rodada série A, a startup que conecta pequenos produtores rurais a restaurantes e varejistas em grandes cidades levantou R$ 60 milhões.

O investimento foi liderado pela Acre Venture Partners, fundo que investe em negócios tecnológicos voltados para agricultura e clima. Contou ainda com a participação da Syngenta Group Ventures e Globo Ventures, além do acompanhamento pelo SP Ventures, Valor Capital e Maya Capital – os últimos dois lideraram o aporte anterior.

A startup tem pouco mais de dois anos de vida e chegou ao mercado com a proposta facilitar a relação entre pequenos produtores rurais e restaurantes e varejistas a partir da tecnologia. No projeto:

  • Eliminar gargalos
  • Diminuir os desperdícios e perdas dos alimentos
  • Oferecer melhores condições de negociação pagando entre 30% a 40% do que o mercado
  • E ainda criar uma comunidade forte com produtores para evitar rupturas nos serviços na entrega

O próprio nome da startup, Arado faz parte da estratégia para mostrar a importância central dos produtores rurais no negócio. O arado é instrumento usado nas fazendas e sítios para preparar a terra para o plantio.

Como a empresa foi criada

Os pedidos são feitos nas plataformas da Arado e transmitidos para a rede em que estão os produtores. Dado o aceite, a startup cuida de toda a logística, do produtor ao estabelecimento.

Segundo Victor Bernardino, CEO e cofundador da Arado, esse processo tem garantido que o alimento chegue mais fresco nos estabelecimentos e que menos alimentos sejam desperdiçados. Hoje, o estoque da startup gira em menos de 48 horas e o desperdício está em torno de 5% - no mercado em geral, os números ficam entre 30% e 40%.   

Ele criou a startup em Belo Horizonte, Minas Gerais, a partir das experiências familiares. Por anos, viu de perto as dores da relação entre o campo e a cidade: a mãe de Bernardino foi proprietária de restaurantes por quase três décadas e o pai foi criado em meio à agricultura familiar.

Ao lado dos quatro sócios - José Miguel Noblecilla, Luiza Batista, Bruno Mengatti e Yuri Janotti – montou o negócio. Juntos, os empreendedores acumulavam passagens por empresas como Rappi, Uber e Wildlife Studios nas áreas de marketing, vendas, tecnologia, operações e produto.

Como os novos ecursos serão usados

No estilo bem mineiro, a startup vai avançando aos poucos. Começou oferecendo as verduras, frutas, ovos e legumes em Belo Horizonte, depois Campinas (SP), e, mais recentemente, nas cidades de Rio de Janeiro e São Paulo.

Para começar a operar em São Paulo, adquiriu a Pin.go, startup especializada em delivery de hortifruti para restaurantes. O dinheiro veio da rodada semente, também usado para a estratégia de expansão, construção de time, hoje com 180 pessoas, e desenvolvimento de tecnologias.

E foi assim que, comendo quietinho, conquistou alguns milhares de clientes e centenas de produtores parceiros - a startup não abre os números fechados. Em 2022, cresceu o faturamento em 30 vezes na comparação com o ano anterior. Para 2023, a projeção é de avançar mais de 10 vezes em receita e a injeção no novo capital vem para pavimentar a ambição.

O valor será investido no desenvolvimento e aprimoramento das tecnologias que a Arado usa. A ideia é construir tecnologias de inteligência artificial, machine learning e ciência de dados cada vez mais acuradas e conectá-las em todas as etapas do processo de gestão da cadeia – produção, maturação de cada alimento, predição de demanda, monitoramento das caixas, estruturas e rotas logísticas.

“A gente precisa ter tecnologia em todos nós do supply chain para garantir que o custo não se componha, que você não tenha vários custos por estar numa cadeia fragmentada, e sim que isso [valor] decresça”, afirma Bernardino.

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