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Anglo American prevê elevar em 56% produção de minério no Brasil

Nos planos da empresa estão previstos investimentos de 1 bilhão de reais para expandir sua capacidade anual de extração

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Anglo American: após a conclusão das obras de instalação, a empresa ainda necessitará de uma licença de operação (Dado Galdieri/Bloomberg/Bloomberg)

Anglo American: após a conclusão das obras de instalação, a empresa ainda necessitará de uma licença de operação (Dado Galdieri/Bloomberg/Bloomberg)

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Reuters

Publicado em 26 de janeiro de 2018 às, 20h38.

Rio de Janeiro - A mineradora Anglo American está pronta para dar início, a qualquer momento, às obras necessárias para elevar em 56 por cento a capacidade de produção de minério de ferro no Brasil, após obter nesta sexta-feira licenças prévia e de instalação do órgão ambiental de Minas Gerais, afirmou à Reuters o presidente da companhia no país, Ruben Fernandes.

Nos planos da empresa estão previstos investimentos de 1 bilhão de reais para expandir a capacidade anual de extração de seu único sistema de minério de ferro no Brasil, chamado Minas-Rio, em Minas Gerais, dos atuais 17 milhões para 26,5 milhões de toneladas por ano.

"Agora a gente tem que preparar as infraestruturas... Nosso projeto já tem capacidade nominal na planta de beneficiamento, no mineroduto e no porto. Só faltava o acesso à mina. Essas licenças nos permitem o início das obras de instalação para acessar o minério", disse o executivo.

Fernandes destacou que as licenças são importantes para garantir a continuidade das operações do Minas-Rio por mais 15 anos, mas afirmou ainda ser preliminar estimar uma data de quando as operações com a capacidade nova poderão ser iniciadas.

Após a conclusão das obras de instalação, a empresa ainda necessitará de uma licença de operação.

"Claro que esse ano não (iniciamos a operação da capacidade nova), porque a licença de operação a gente ainda não tem, então é alguma coisa a partir do ano que vem", disse o executivo, evitando fazer previsões.

Anteriormente, a empresa havia planejado atingir a capacidade de 26,5 milhões de toneladas no segundo trimestre de 2016, mas anunciou no passado um adiamento para 2018, citando questões relacionadas a licenças em uma apresentação em que listou uma série de cortes devido à queda dos preços da commodity na época.

O executivo explicou ainda que a empresa irá atualizar o cronograma das obras de instalação, após alguns atrasos para a liberação das licenças. Condicionantes determinadas pelo órgão ambiental ao conceder as permissões também terão que ser incluídas no cronograma.

Segundo Fernandes, o processo de licenciamento foi bastante robusto e complexo e durou o tempo necessário para ficar adequado ao projeto.

O Minas-Rio, que teve seu primeiro carregamento em outubro de 2014, produziu no ano passado 16,8 milhões de toneladas de minério de ferro. No entanto, a expectativa é que o sistema atual esgote seu minério ainda neste ano.

"A gente teria minério de fato até o fim do ano só, então por isso que é super importante ter essas licenças agora."

O executivo ressaltou que o Sistema Minas-Rio emprega hoje 4.800 funcionários e, durante as obras de ampliação, deverá agregar mais cerca de 800 funcionários temporários que serão contratados pela empresa de construção que irá realizar as obras.

Maior investimento estrangeiro já feito no setor no Brasil até então, o Minas-Rio foi adquirido pela Anglo entre 2007 e 2008, do empresário Eike Batista, por cerca de 5,5 bilhões de dólares.

O empreendimento conta com um mineroduto de 530 quilômetros de comprimento que, com o uso de água, transporta o produto de mina e unidade de beneficiamento da Anglo em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, no Estado de Minas Gerais, até o Porto do Açu, no Estado do Rio de Janeiro.

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