Ambev: Vendas de cerveja no Brasil disparam 25% e puxam recuperação em V

Flexibilização do distanciamento social por causa do novo coronavírus e auxílio governamental ajudaram a impulsionar o consumo no terceiro trimestre

A cervejaria Ambev, dona de marcas como Brahma e Skol, informou nesta quinta-feira, 29, que suas vendas de cervejas no Brasil cresceram 25,4% em volume no terceiro trimestre de 2020 na comparação com o mesmo período de 2019, para 23,75 milhões de hectolitros. A flexibilização das medidas de distanciamento social adotadas no início do ano para diminuir a velocidade de disseminação do novo coronavírus e o auxílio emergencial do governo federal aos trabalhadores que perderam renda na crise ajudaram a impulsionar as vendas. Contando com os refrigerantes, como o Guaraná Antarctica, o aumento nas vendas da Ambev foi de 19,8% em volume no período.

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"O terceiro trimestre da Ambev foi marcado pela contínua recuperação em formato de V impulsionada pela estratégia comercial da companhia, à medida em que inovação, flexibilidade e excelência operacional ganharam momentum. Todos os países apresentaram melhorias sustentadas de volume a partir do segundo trimestre à medida em que as restrições foram gradualmente flexibilizadas nos países em que operamos, com algumas exceções", disse a empresa no balanço do terceiro trimestre, divulgado nesta manhã.

A receita no segmento de cervejas no Brasil aumentou 25,2%, para 6,65 bilhões de reais, no intervalo de julho a setembro ante o terceiro trimestre de 2019. Nos nove primeiros meses de 2020, a alta é de 2,9%, para 17,23 bilhões de reais. O lucro ficou em 3,36 bilhões de reais no terceiro trimestre, um aumento de 10,8%. Mas as quedas do primeiro semestre, auge da pandemia da covid-19, ainda pesam: no acumulado do ano, o lucro da Ambev com as vendas de cerveja no Brasil tem baixa de 8,1%, a 8,96 bilhões de reais.

"No Brasil, em cervejas, tivemos uma performance consideravelmente melhor que a indústria, impulsionados pela implementação bem-sucedida da nossa estratégia comercial, adaptabilidade do nosso calendário de preços e efeito líquido positivo dos subsídios governamentais no suporte à renda disponível dos consumidores, o que mais do que compensou o impacto do fechamento do on-trade [bares e restaurantes], que ainda está em processo de reabertura", disse a empresa em seu balanço trimestral.

Para a Ambev, a Brahma Duplo Malte é o melhor exemplo da sua estratégia de inovação, atenta às demandas dos consumidores. "Continuamos a expansão da marca com o lançamento da garrafa long neck com tampa abre fácil. Estamos acompanhando de perto o mercado", disse a cervejaria. A Bohemia cresceu três dígitos por mais um trimestre, e a Skol ganhou participação de mercado nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Ainda vendo espaço para uma nova marca posicionada entre o portfólio básico e o premium, a Ambev está testando pilotos de outros rótulos em diferentes cidades para entender as preferências do consumidor e determinar qual será lançado.

O desempenho das vendas de cerveja no Brasil foi o melhor entre todas as regiões em que a Ambev atua. Na América Central e no Caribe, o volume comercializado diminuiu 9,9% no terceiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2019. No sul da América Latina, o volume caiu 0,4%, enquanto no Canadá aumentou 7,1%.

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O segmento de refrigerantes no Brasil teve um aumento de 0,7% no faturamento no terceiro trimestre de 2020 na comparação com o mesmo intervalo de 2019, a 1,03 bilhão de reais. Esse crescimento não foi suficiente, porém, para compensar a queda no primeiro semestre. No acumulado do ano, as receitas com a venda de refrigerantes no país tem baixa de 8,3%, a 2,83 bilhões de reais.

Incluindo as demais regiões em que a Ambev atua, as receitas no terceiro trimestre de 2020 ante igual intervalo de 2019 totalizaram 15,6 bilhões de reais, o que significa uma alta de 30,5%. Nos nove primeiros meses deste ano, chegaram a 39,82 milhões de reais, com elevação de 8,4%. O lucro da Ambev no período entre julho e setembro ficou em 2,495 bilhões de reais, 2,2% superior ao do terceiro trimestre de 2019. No acumulado do ano, porém, o lucro ainda tem queda de 35,6%, a 5,096 bilhões.

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