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Voos para Oriente Médio retomados no GRU: veja impactos no Brasil

Conflito já provocou 57 cancelamentos em Guarulhos; voos para Doha e Dubai começam a ser retomados gradualmente.

Crise no Irã interrompe ligações aéreas com Doha e Dubai e causa impacto nos aeroportos de Guarulhos e Galeão. (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Crise no Irã interrompe ligações aéreas com Doha e Dubai e causa impacto nos aeroportos de Guarulhos e Galeão. (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Ana Dayse
Ana Dayse

Colaboradora

Publicado em 8 de março de 2026 às 10h43.

A escalada da guerra envolvendo o Irã começou a impactar diretamente o tráfego aéreo entre o Brasil e o Oriente Médio. Desde o fim de fevereiro, pelo menos 57 voos foram cancelados no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, entre chegadas e partidas para destinos como Doha, no Catar, e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Na sexta-feira, 7, voos para o Oriente Médio começam a ser parcialmente retomados no Aeroporto Internacional de SP, em Guarulhos (GRU).

O impacto começou em 28 de fevereiro, quando o conflito se intensificou a partir da morte do líder supremo do Irã e diversos países do Oriente Médio passaram a restringir operações aéreas.

Com isso, voos operados principalmente por companhias como Qatar Airways e Emirates começaram a ser cancelados ou remarcados, afetando passageiros brasileiros e conexões internacionais que partem de São Paulo.

Até o começo de marco, mais de 32,5 mil voos foram cancelados no Oriente Médio, cerca de 55% das decolagens na região desde 28 de fevereiro, com os maiores impactos nos aeroportos de Dubai, Doha e Abu Dhabi.

Voos cancelados em Guarulhos e no Rio

No Aeroporto de Guarulhos, principal hub internacional do Brasil, as companhias registraram dezenas de cancelamentos desde o início da crise no Irã. Somente a rota entre São Paulo e Doha acumulou 44 voos cancelados pelo conflito até o início de março. Já a ligação entre São Paulo e Dubai teve ao menos sete cancelamentos no mesmo período.

A situação também atingiu o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, onde foram contabilizados 17 cancelamentos de voos, entre pousos e decolagens relacionados às rotas para o Oriente Médio.

Retomada parcial dos voos

Apesar do cenário de instabilidade, as operações entre o Brasil e o Oriente Médio começaram a ser retomadas gradualmente. Um voo da Emirates decolou de Guarulhos para Dubai na madrugada da última sexta-feira,  7.

Mesmo assim, algumas operações continuam suspensas. A Qatar Airways, por exemplo, informou que os voos regulares entre São Paulo e Doha permanecem interrompidos e só serão retomados após a reabertura completa e segura do espaço aéreo pelas autoridades de aviação civil da região.

A expectativa das companhias aéreas é de normalização gradual das rotas internacionais, embora o cronograma dependa da evolução do conflito.

Brasileiros afetados e dificuldades para voltar

Os cancelamentos também afetaram brasileiros que estavam viajando ou residindo no Oriente Médio. Muitos passageiros tiveram voos remarcados ou precisaram reorganizar itinerários diante da interrupção das rotas.

Autoridades consulares brasileiras têm divulgado orientações e canais de emergência para quem está na região, além de sugerir rotas alternativas de saída por países vizinhos, como Arábia Saudita ou Omã.

O que passageiros devem fazer

Cancelamentos causados por guerras ou fechamento de espaço aéreo são considerados casos de força maior, o que limita a responsabilidade das companhias aéreas sobre eventuais prejuízos.

Ainda assim, passageiros afetados têm direito a reembolso ou remarcação das passagens, devendo entrar em contato diretamente com as companhias aéreas ou agências de viagem para verificar alternativas.

Diante do cenário de instabilidade, autoridades aeroportuárias recomendam que passageiros com viagens para o Oriente Médio confiram o status do voo antes de ir ao aeroporto, já que mudanças na programação podem ocorrer com pouca antecedência.

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