Mundo

Varíola dos Macacos: EUA emite alerta para versão mais mortal da doença

Especialistas do CDC reforçam que o avanço da epidemia no Congo representa uma ameaça global

Vírus da Mpox, também conhecida como varíola dos macacos (	kontekbrothers/Getty Images)

Vírus da Mpox, também conhecida como varíola dos macacos ( kontekbrothers/Getty Images)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter da Home

Publicado em 16 de maio de 2024 às 16h49.

Nesta quinta-feira, 16, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos alertou para o avanço de uma versão mais mortal do Mpox, também chamada de chamada de varíola dos macacos.

Atualmente, um aumento de casos doença está sendo registrado na República Democrática do Congo (RDC). As autoridades norte-americanas solicitaram às pessoas em risco para que sejam vacinadas o mais rapidamente possível. Nenhum caso desse subtipo foi identificado fora da África até agora. No entanto, os especialistas do CDC ressaltam que uma escalada da epidemia na RDC pode representar uma ameaça global, tal como as infecções na Nigéria desencadearam o surto de 2022.

Em entrevista ao jornal New York Times, Anne Rimoin, epidemiologista da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, reforça a necessidade da atenção aos casos no Congo. A especialista estuda a varíola dos macacos há mais de 20 anos e alertou pela primeira vez sobre o seu potencial de propagação global em 2010.

"Este é um exemplo muito importante de como uma infecção em qualquer lugar é potencialmente uma infecção em todo lugar e por que precisamos continuar a melhorar a vigilância de doenças em todo o mundo".

Nos Estados Unidos, os CDC estão incentivando as pessoas em maior risco a serem vacinadas antes do ressurgimento do vírus. O vírus causador da varíola dos macacos se caracteriza em dois tipos principais: Clade I, o tipo dominante no Congo, e Clade II, uma versão responsável pelo surto global de 2022.

A versão do vírus que causou o surto de 2022, chamada Clade IIb, levou a mais de 30 mil casos nos Estados Unidos naquele ano. A epidemia começou a ser controlada em 2023, com apenas cerca de 1.700 casos, mas agora mostra sinais de ressurgimento. O número de casos no país este ano é quase o dobro do registado no mesmo período do ano passado.

A varíola dos macacos é letal?

De acordo com informações do Ministério da Saúde, as chances da doença causar morte é baixa, se comparado com o vírus da covid-19, por exemplo, que é mais letal. Os grupos mais vulneráveis são aqueles com algum tipo de comprometimento do sistema imunológico, com transplantados e pessoas em tratamento de câncer.

Em novembro de 2022, o Brasil confirmou pelo menos 10 mil casos de varíola dos macacos, seis meses após o primeiro caso detectado em São Paulo. Na época, 13 óbitos foram registrados, segundo a pasta.

Quais os sintomas da varíola dos macacos?

Os primeiros sintomas são febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início dos sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele, geralmente na boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.

Como prevenir a varíola dos macacos?

Para a prevenção, deve-se evitar o contato próximo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado, assim como com qualquer material que tenha sido usado pelo infectado. Também é importante a higienização das mãos, lavando-as com água e sabão ou utilizando álcool em gel.

Existem três vacinas que foram utilizadas contra a varíola humana e podem ser utilizadas para proteger contra a varíola dos macacos. Alguns países, como os Estados Unidos e Brasil, já aplicam os imunizantes.

Acompanhe tudo sobre:SaúdeVaríola-de-macacoEstados Unidos (EUA)Doenças

Mais de Mundo

Defesa de Trump espera desferir golpe na credibilidade de seu ex-advogado nesta quinta

Primeiro-ministro da Eslováquia 'consegue falar', mas segue em estado grave após ser alvo de tiros

Em Haia, África do Sul acusa Israel de escalar o 'genocídio' em Gaza para uma 'nova e horrenda fase'

Tesouro dos EUA anuncia sanções a 3 empresas acusadas de facilitar compra de armas na Rússia

Mais na Exame