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União Europeia pede eleições livres na Venezuela

Em comunicado, o bloco apelou para que a população seja ouvida, e reitera apoio ao Parlamento e à interinidade do presidente Juan Guaidó

União Europeia defendeu hoje (24) a realização na Venezuela de novas "eleições livres e confiáveis" (Edgard Garrido/Reuters)
AB

Agência Brasil

Publicado em 24 de janeiro de 2019 às 08h57.

Última atualização em 24 de janeiro de 2019 às 08h58.

A União Europeia defendeu hoje (24) a realização na Venezuela de novas "eleições livres e confiáveis", de acordo com a ordem constitucional, para restabelecer a democracia no país. Em comunicado, o bloco apelou para que a população seja ouvida, jamais ignorada. Também reitera apoio ao Parlamento e à interinidade do presidente Juan Guaidó.

"O povo da Venezuela exigiu maciçamente a democracia e a possibilidade de decidir livremente sobre seu próprio destino. Essas vozes não podem ser ignoradas", diz o texto. "A UE faz um apelo urgente ao início imediato de um processo político que conduza a eleições livres e confiáveis, de acordo com a ordem constitucional."

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No comunicado, a União Europeia reitera o apoio à interinidade de Guaidó e da Assembleia Nacional Constituinte. "Apoia plenamente a Assembleia Nacional como a instituição democraticamente eleita cujos poderes devem ser restaurados e respeitados", disse. "Os direitos civis, a liberdade e a segurança de todos os membros da Assembleia Nacional, incluindo o seu presidente, Juan Guaidó, devem ser plenamente respeitados", acrescentou.

No comunicado, a União Europeia rechaça a violência registrada nos protestos em Caracas e demais regiões da Venezuela. "A violência e o uso excessivo da força pelas forças de segurança são absolutamente inaceitáveis ​​e não resolverão a crise. O povo da Venezuela tem o direito de se manifestar pacificamente, escolher livremente seus líderes e decidir seu futuro."

O bloco europeu, no documento, coloca-se à disposição para colaborar com o processo de transição na Venezuela. "A União Europeia e os seus Estados-Membros continuam dispostos a apoiar o restabelecimento da democracia e do Estado de direito na Venezuela através de um processo político pacífico e credível, em conformidade com a Constituição venezuelana."

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