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Supermercados russos já limitam venda de alimentos para evitar escassez

Nos últimos dias, foram identificadas compras em grande volume com objetivo de revenda

Eleição: partido do governo tem 38,75% dos votos, segundo a Comissão Eleitoral (AFP/AFP)

Eleição: partido do governo tem 38,75% dos votos, segundo a Comissão Eleitoral (AFP/AFP)

AO

Agência O Globo

Publicado em 6 de março de 2022 às 18h34.

Redes de supermercados da Rússia começaram a restringir o acesso a alimentos diante de temores do surgimento de um mercado clandestino de produtores, depois do país sofrer represálias por países do Ocidente em reação à invasão da Ucrânia.

"As maiores redes de supermercados federais e regionais decidiram minimizar o risco de compra por revendedores de produtos básicos", afirmou o ministério do Comércio e Indústria da Rússia, em comunicado divulgado neste sábado. "Em várias regiões (...) estes produtos foram comprados de maneira repentina e em larga escala, mais do que o necessário para uso pessoal e com o objetivo de revenda".

Os varejistas russos restringiram a compra de alimentos básicos e "socialmente importantes", como açúcar, óleo de girassol e trigo sarraceno em várias regiões. A posição do ministério de Comércio e Indústria foi ecoada pelo Ministério da Agricultura, emitida também em comunicado.

As maiores vendedoras de alimentos do país afirmaram que a limitação de compras para evitar a escasez. O X5 Retail Group NP afirmou que tem suprimentos suficientes, mas passa por dificuldades para embalar e transportar os produtos para atender à demanda da população.

A inflação e o risco de escassez, grandes temores da população local, são resultados prováveis das sanções econômicas contra a Rússia, que já provocam profunda desvalorização do rublo e a saída do mercado de vários fornecedores estrangeiros.

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