Ucrânia: novos ataques interrompem retirada de civis em cidade ao sul

Cidade portuária de Mariupol está próxima às regiões da ucrânia de Donetsk e Luhansk, controladas por separatistas, e é alvo de ataques há seis dias
Mariupol sofre ataques há seis dias. (Twitter @AyBurlachenko/Reuters)
Mariupol sofre ataques há seis dias. (Twitter @AyBurlachenko/Reuters)
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Da redação, com AFP

Publicado em 06/03/2022 às 09:11.

Última atualização em 06/03/2022 às 10:31.

Ucranianos que vivem na cidade de Mariupol, no sul do país, tentaram um novo corredor humanitário para deixar a região neste domingo, 6, desde às 7h (horário de Brasília). Mas a ação foi interrompida após ataques serem relatados. É a segunda vez que um cessar-fogo não é cumprido. No sábado, 5, a Rússia tinha concordado em parar com os bombardeios para uma evacuação de civis, mas a saída foi paralisada depois que tropas russas retomaram os ataques contra a cidade, que já duram seis dias.

De acordo com agências internacionais de informação, Mariupol está sem água e energia, o que dificulta a permanência da população no território, uma vez que o inverno na região é intenso e pode chegar a temperaturas negativas.

Cerca de 400 mil pessoas vivem na cidade portuária, localizada a 150 quilômetros de Rostov-do-Don, a maior cidade do sul da Rússia, com mais de 1,2 milhão de habitantes. Mariupol também está próxima às regiões da ucrânia de Donetsk e Luhansk, controladas por separatistas.

O exército da Rússia retomou a "ofensiva" contra duas cidades cercadas do sudeste da Ucrânia, incluindo o porto estratégico de Mariupol, informou o ministro russo da Defesa, Igor Konashenkov.

"Devido à falta de vontade do lado ucraniano de influenciar os nacionalistas ou prolongar o cessar-fogo, as operações ofensivas foram retomadas às 18h de Moscou" (12h de Brasília), afirmou o ministro em uma mensagem de vídeo publicado no sábado.

Konashenkov disse que "nenhum civil" conseguiu sair das cidades pelos corredores humanitários.

"Os habitantes destas cidades são mantidos por grupos nacionalistas como escudos humanos", acrescentou Konashenkov.

O ministro russo disse que "batalhões nacionalistas" usaram o cessar-fogo para "reagrupar e reforçar suas posições".