Separatista pró-Rússia patrulha região de Makiivka, nos arredores de Donetsk, no leste da Ucrânia (Maxim Zmeyev/Reuters)
Da Redação
Publicado em 13 de novembro de 2014 às 15h25.
Moscou - Os separatistas pró-Rússia pediram nesta quinta-feira uma reunião urgente com a Ucrânia em Minsk, com a mediação da Rússia e da OSCE, para a regulação do conflito, em meio a escalada de tensão entre as forças do governo e as milícias rebeldes.
"Insistimos que o Grupo de Minsk deve se reunir imediatamente com a participação de representantes da OSCE, da Ucrânia e da Rússia", disse Denis Pushilin, negociador da autoproclamada república popular de Donetsk, em comunicado divulgado por agências russas.
Pushilin afirmou que os representantes separatistas em Donetsk e Lugansk estão dispostos a "viajar para Minsk nos próximos dias e trabalharem".
"Qualquer tentativa de regular o conflito sem a participação das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk será inútil e levará inexoravelmente o processo negociador a um beco sem saída", disse.
Ele confirmou que os rebeldes se mantêm fiéis "ao formato de Minsk com participação da Rússia, da OSCE, das repúblicas de Donetsk e Lugansk, e também da Ucrânia".
Recentemente os separatistas pediram uma revisão do mecanismo de controle dos acordos de paz de Minsk com o argumento que a Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) não pôde garantir o cessar-fogo declarado em 5 de setembro.
A acusação do comando militar ucraniano de que os rebeldes estão preparando uma ofensiva em grande escala para reconquistar territórios nas regiões de Donetsk e Lugansk foi negada.
As forças de Kiev decidiram reagrupar suas forças na região e mobilizar os reservistas.
A realização de eleições separatistas em Donetsk e Lugansk, no último dia 2, condenadas por Kiev e pelo Ocidente, e provocou o reatamento dos combates entre rebeldes e o exército ucraniano.
Depois de Estados Unidos e vários países europeus denunciarem a entrada de comboios militares com armamento pesado vindo da Rússia, o Conselho de Segurança da ONU advertiu ontem do risco de as atuais hostilidades derivarem em "combates em grande escala".