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Reeleição de Cameron retira incerteza, mas risco UE continua

Perspectiva de reeleição do atual premiê retira boa parte das incertezas econômicas do cenário e dá novo impulso aos ativos britânicos


	Primeiro-ministro, David Cameron, cumprimenta pessoas na rua
 (REUTERS/Neil Hall)

Primeiro-ministro, David Cameron, cumprimenta pessoas na rua (REUTERS/Neil Hall)

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Da Redação

Publicado em 8 de maio de 2015 às 07h01.

Londres - A perspectiva de reeleição do atual primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, retira boa parte das incertezas econômicas do cenário e dá novo impulso aos ativos britânicos.

Na manhã seguinte às eleições gerais e com resultados que mostram o governista Partido Conservador mais forte que todas as previsões, o mercado financeiro reagem positivamente: a libra esterlina continua em trajetória de alta e a Bolsa de Londres sobe mais de 1,5%.

Projeção da emissora BBC atualizada durante esta manhã projeta que o Partido Conservador deve conquistar sozinho a maioria absoluta do Parlamento, com bancada de 329 parlamentares - mais que os 326 necessários para reeleger o primeiro-ministro.

"A incerteza política antecipada nas últimas semanas evapora e deve continuar a dar apoio à libra esterlina. Os mercados já anteciparam parte desse resultado e a libra subiu mais de 2% na comparação com o euro e mais de 1,5% ante o dólar após a boca de urna", diz o economista do Deutsche Bank em Londres, Oliver Harvey.

Com a perspectiva de recondução do premiê britânico, a preocupação no mundo econômico deixa o status eleitoral e algumas das diretrizes do atual governo tendem a continuar. "O Banco da Inglaterra tende a continuar 'dovish'", enumera o analista.

No longo prazo, o cenário é menos otimista. "Aí, o risco é a Europa. Um governo conservador significa uma alta probabilidade de um referendo sobre a adesão à União Europeia até 2017", diz o analista do banco alemão.

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