Mundo

Protestos na Índia contra polêmica prisão de guru deixam 4 mortos

O chefe espiritual Gurmeet Ram Rahim Singh foi condenado pelo estupro de duas mulheres

Protestos: "há quatro mortos e feridos. Tentamos recuperar o controle da situação", afirmou uma fonte da polícia (Cathal McNaughton/Reuters)

Protestos: "há quatro mortos e feridos. Tentamos recuperar o controle da situação", afirmou uma fonte da polícia (Cathal McNaughton/Reuters)

A

AFP

Publicado em 25 de agosto de 2017 às 10h32.

Priorizar nos meus resultados Google

Quatro pessoas morreram nesta sexta-feira no norte da Índia em violentas manifestações, depois que um guru foi condenado pelo estupro de dois fiéis, informou a polícia.

"Há quatro mortos e feridos. Tentamos recuperar o controle da situação", afirmou uma fonte da polícia.

Milhares de pessoas se reuniram na localidade de Panchkula quando um tribunal especial declarou culpado o o chefe espiritual Gurmeet Ram Rahim Singh pelo estupro de duas mulheres.

Segundo um jornalista da AFP presente no local, os policiais lançaram gás lacrimogênio e usaram jatos de água para afastar a multidão que jogava pedras e atacou os carros da televisão, virando um deles.

"O tribunal declarou culpado (Gurmeet) Ram Rahim Singh por esutpro", confirmou o promotor Harinder Pal Singh Verma, depois de uma audiência a portas fechadas.

A pena do guru será anunciada no dia 28, segundo a imprensa local.

O guru, que conta com inúmeros seguidores no estado de Haryana (norte), onde dirige uma corrente espiritual, afirma ter milhões de adeptos no mundo todo.

Na véspera do veredicto, as autoridades indianas reforçaram a segurança na região, mobilizando 15.000 efetivos por causa da afluência dos manifestantes fieis ao religioso.

Acompanhe tudo sobre:ProtestosMortesÍndia

Mais de Mundo

Sem agenda oficial com Trump, Lula se reunirá com senador Bernie Sanders nos EUA

Presidente interina da Venezuela irá à Assembleia da ONU

Partido de Putin vence eleições russas com maioria

Lula chega a Nova York para agenda enxuta na ONU, com artigo pró-multilateralismo no Financial Times