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Palácio presidencial do Sri Lanka reabrirá após despejo violento de manifestantes

Pelo menos 48 pessoas ficaram feridas e outras nove foram presas durante a desocupação. Nações Unidas e organizações de direitos humanos condenaram a violência contra os manifestantes
Palácio presidencial foi ocupado no início deste mês por manifestantes que pediam a renúncia do ex-presidente, Gotabaya Rajapaksa. (Amal JAYASINGHE/AFP)
Palácio presidencial foi ocupado no início deste mês por manifestantes que pediam a renúncia do ex-presidente, Gotabaya Rajapaksa. (Amal JAYASINGHE/AFP)
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AFPPublicado em 24/07/2022 às 09:31.

O palácio presidencial do Sri Lanka reabrirá na segunda-feira (25), disse a polícia neste domingo (24), dias depois de manifestantes antigoverno serem expulsos após uma operação violenta que provocou a condenação da comunidade internacional. 

O gabinete presidencial "está pronto para reabrir a partir de segunda-feira", disse um policial que preferiu permanecer anônimo, pois não está autorizado a falar com a imprensa.

A polícia revelou que especialistas forenses visitaram o palácio, ocupado no início deste mês por manifestantes que pediam a renúncia do ex-presidente Gotabaya Rajapaksa, para coletar evidências dos danos causados pelos protestos.

Nesse mesmo dia, Rajapaksa teve que ser resgatado por soldados de uma residência próxima. O líder fugiu para Singapura e renunciou dias depois.

VEJA TAMBÉM: Novo presidente do Sri Lanka busca governo de unidade em meio à crise

As forças da lei, equipadas com cassetetes e armas automáticas, esvaziaram o palácio presidencial de 92 anos em uma operação ordenada na sexta-feira pelo sucessor de Rajapaksa, Ranil Wickremesinghe.

Pelo menos 48 pessoas ficaram feridas e outras nove foram presas durante a intervenção policial, na qual o acampamento montado pelos manifestantes fora do complexo desde abril foi destruído.

Governos ocidentais, as Nações Unidas e organizações de direitos humanos condenaram Wickremesinghe por usar violência contra manifestantes.

Um porta-voz da polícia, Nihal Talduwa, disse no domingo que os manifestantes podem ter o direito de continuar protestando em um local perto do palácio presidencial.