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Pacote de sanções a metais da Rússia gera incerteza e elevar demanda, afirma London Metal Exchange

Estados Unidos e Reino Unido anunciaram na sexta-feira, 12, a proibição das importações de alumínio, cobre e níquel de origem russa

Bandeira russa é vista sobre fachada do banco central do país, em Moscou
  (Maxim Shemetov/Reuters)

Bandeira russa é vista sobre fachada do banco central do país, em Moscou (Maxim Shemetov/Reuters)

Publicado em 13 de abril de 2024 às 16h10.

A London Metal Exchange (LME) publicou comunicado neste sábado, 13, no qual diz estar ciente da recente sanção adotada por Reino Unido e Estados Unidos contra metais da Rússia. Em nota anterior o Tesouro norte-americano afirmou que alumínio, cobre e níquel russos eram alvos, para restringir a receita de Moscou no momento da guerra na Ucrânia.

Em seu comunicado, a LME diz que reconhece que o pacote de sanções "pode causar um grau de incerteza no mercado", o que pode fazer investidores a buscar comprar metais para se salvaguardar, elevando a demanda.

A LME também detalha como operacionaliza a restrição, que afetará os metais produzidos na Rússia a partir deste dia 13, não o anteriormente produzido.

A medida do Tesouro norte-americano proíbe a compra dos metais pelos EUA e limitam o uso dos mesmos metais em mercados globais e de derivativos.

Fonte de renda russa

Os metais são o principal produto de exportação da Rússia depois da energia, embora seu valor tenha diminuído desde a invasão russa à Ucrânia, em 22 de fevereiro de 2022, destacou o governo britânico.

As exportações russas, que somaram 25 bilhões de dólares em 2022, caíram para 15 bilhões em 2023 “devido aos esforços do G7 e de seus aliados para restringir o mercado”, acrescentou.

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