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Obama diz que é difícil imaginar paz com Assad no poder

Presidente americano disse que terá de haver finalmente uma transição política na Síria, em que o presidente Bashar al-Assad deixe o poder

Membro da brigada Shohadaa Badr, que opera sobre os comandos do Exército Livre da Síria, em um prédio danificado em Alepo (Muzaffar Salman/Reuters)

Membro da brigada Shohadaa Badr, que opera sobre os comandos do Exército Livre da Síria, em um prédio danificado em Alepo (Muzaffar Salman/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 17 de setembro de 2013 às 20h44.

Washington - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que terá de haver finalmente uma transição política na Síria, em que o presidente Bashar al-Assad deixe o poder, após o acordo destinado a colocar o arsenal de armas químicas sírio sob controle internacional.

"Tenho em mente que é muito difícil imaginar que a guerra civil (síria) amenize se realmente Assad ainda estiver no poder", disse Obama à emissora de língua espanhola Telemundo.

Obama tem sido criticado pelo acordo feito com a Rússia, aliada dos sírios, para eliminar os estoques de armas químicas da Síria porque não pune diretamente Assad.

O presidente disse que ainda é o seu objetivo que ocorra uma "transição que o tire do poder" de uma forma que proteja as minorias religiosas da Síria e garanta que os extremistas islâmicos não estejam ganhando terreno no interior do país, onde mais de 100 mil pessoas foram mortas em dois anos e meio de guerra civil.

"Mas você sabe, nós vamos dar um passo de cada vez. O primeiro passo agora é ter certeza de que podemos lidar com a questão das armas químicas", afirmou Obama.

Depois disso, disse ele, o próximo passo será mobilizar todas as partes envolvidas na crise síria e os países que têm apoiado a Síria, como a Rússia, e dizer: "Precisamos acabar com isso." Investigadores da Organização das Nações Unidas (ONU) disseram nesta segunda-feira que o gás sarin matou centenas de civis em um ataque em 21 de agosto nos subúrbios de Damasco.

O acordo selado entre o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o chanceler russo, Sergei Lavrov, recebeu críticas pelo fato de não conter um mecanismo obrigatório de cumprimento para ter certeza de que a Síria cumprirá suas promessas de desistir dessas armas.

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