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O passado ainda presente da Rússia

Neste domingo, 5 de março, completa-se 64 anos da morte do ditador russo Josef Stalin. Logo menos, no dia 8 de março, completa-se 100 anos daquilo que os russos chamaram durante os anos de Stalin de Revolução Burguesa, o início dos eventos que depuseram a monarquia do czar Nicolau II e culminaram no Outubro Vermelho, […]

RÚSSIA: cidadão comemora o Dia da Vitória, quando o Exército Vermelho venceu os nazistas na Segunda Guerra Mundial; o passado soviético ainda é muito presente e divide o país / Oleg Nikishin/Pressphotos/Getty Images)

RÚSSIA: cidadão comemora o Dia da Vitória, quando o Exército Vermelho venceu os nazistas na Segunda Guerra Mundial; o passado soviético ainda é muito presente e divide o país / Oleg Nikishin/Pressphotos/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 3 de março de 2017 às 06h38.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 19h31.

Neste domingo, 5 de março, completa-se 64 anos da morte do ditador russo Josef Stalin. Logo menos, no dia 8 de março, completa-se 100 anos daquilo que os russos chamaram durante os anos de Stalin de Revolução Burguesa, o início dos eventos que depuseram a monarquia do czar Nicolau II e culminaram no Outubro Vermelho, revolução que levou os Bolcheviques ao poder e marcou o início do período Soviético.

Ao contrário dos França, que tem uma boa visão da Revolução Francesa, e da Inglaterra, onde a revolução falhou e a monarquia foi restaurada, os russos se viram no final dos anos 90 com uma revolução falida. Em 1991, quando a União Soviética chegou ao fim diversos dissidentes voltaram do exílio, a religião católica ortodoxa foi trazida de volta, o último czar e sua família foram devidamente enterrados e até houve boatos do retorno da monarquia. Mas, com o passar dos anos, a visão sobre os anos de chumbo soviéticos foi se renovando. 

Há os que denunciam as atrocidades do governo soviético e aqueles que saúdam o comunismo como uma era de expansão tecnológica e educacional. Uma pesquisa recente mostra que os números de admiração por Stalin são os mais altos dos últimos 16 anos: cerca de 46% dos russos admira de alguma maneira o ex-ditador, que matou estimadas 20 milhões de pessoas em exílios e campos de trabalho forçados.

É nesse cenário de ressentimento misturado com orgulho que o atual presidente Vladimir Putin governa. Embora seja evidente que Putin não é Stalin, muito menos comunista, há semelhanças entre os dois. Quando o fascismo e o nazismo subiram ao poder, Stalin clamou por fronteiras fortes e uma nação industrializada, com anexação de territórios próximos. Parece familiar?

A pouco mais de 6 meses do outubro que marca os 100 anos da Revolução Russa, sem saber ao certo como celebrar a data, a Rússia parece ter um grande passado pela frente.

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