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Morre uma pessoa em confrontos no Egito

Além da morte, outras 15 pessoas ficaram feridas em enfrentamentos registrados na praça de Kit Kat


	Manifestante segura cartaz contra o preisdente Mohamed Mursi: os confrontos estão sendo registrados em distintas áreas do país.
 (REUTERS/Asmaa Waguih)

Manifestante segura cartaz contra o preisdente Mohamed Mursi: os confrontos estão sendo registrados em distintas áreas do país. (REUTERS/Asmaa Waguih)

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Da Redação

Publicado em 2 de julho de 2013, 16h46.

Cairo - Pelo menos uma pessoa morreu nesta terça-feira nos confrontos registrados entre partidários e opositores do presidente egípcio, Mohamed Mursi, em distintas áreas do país.

A televisão estatal informou que, além da morte, outras 15 pessoas ficaram feridas em enfrentamentos registrados na praça de Kit Kat, no popular bairro de Imbaba, no Cairo.

Fontes de segurança explicaram à Agência Efe que nessa praça, localizada na margem oeste do rio Nilo, uma passeata de opositores foi atacada por seguidores do presidente, o que provocou uma batalha campal na qual foram utilizadas armas brancas, bastões e pedras.

Choques similares ocorreram na avenida Faiçal, no oeste do Cairo, onde várias lojas e veículos ficaram danificados.

A agência estatal de notícias 'Mena' declarou que pelo menos 21 pessoas ficaram feridas em confrontos entre islamitas e opositores na cidade mediterrânea de Alexandria, enquanto houve dezenas de feridos nas localidades de Kafr al Dauar e Kafr el Sheikh, no delta do Nilo.

Na cidade de Lardo, ao norte do Cairo, os opositores invadiram uma sede do partido Liberdade e Justiça (da Irmandade Muçulmana) após enfrentar partidários de Mursi.

Seguidores da Irmandade Muçulmana e os aliados islamitas do presidente saíram hoje em massa às ruas do país para defender a legitimidade do presidente, depois que as Forças Armadas deram ontem um ultimato de 48 horas para que os grupos políticos resolvam a crise.

Além disso, os opositores voltaram a protagonizar grandes manifestações na capital e outras áreas do país para exigir a renúncia do presidente egípcio e a convocação de eleições antecipadas.

O mufti do Egito, a máxima autoridade religiosa muçulmana do país, xeque Shauki Ibrahim Abdel Karim, pediu hoje a colaboração dos cidadãos e das forças de segurança para garantir o desenvolvimento pacífico das manifestações.

*Atualizada às 16h46