Missão da OEA elogia eleições paraguaias

"De maneira exemplar, a cidadania foi ordenadamente aos centros de votação e exerceu de maneira pacífica seu direito ao sufrágio", disse a OEA.

Washington - A Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Paraguai elogiou nesta segunda-feira a participação cidadã e as eleições deste domingo no país.

A missão de observação, liderada pelo ex-presidente da Costa Rica e Prêmio Nobel da Paz, Óscar Arias Sánchez, destacou em um comunicado a "participação em massa das cidadãs e cidadãos paraguaios na jornada eleitoral".

"De maneira exemplar, a cidadania foi ordenadamente aos centros de votação e exerceu de maneira pacífica seu direito ao sufrágio", disse a OEA.

O secretário-geral do organismo, José Miguel Insulza, parabenizou o presidente eleito Horacio Cartes.

"Aceitando o convite do presidente eleito, o secretário-geral Insulza visitará o Paraguai nas próximas semanas", acrescentou o comunicado.

Segundo os dados mais recentes divulgados hoje pela Justiça Eleitoral paraguaia, o Partido Colorado obteve a maioria dos votos nas eleições para a Câmara dos Deputados.

A lista do Partido Colorado, com Horacio Cartes para presidente e Juan Afara para vice, conseguiu 45,8% dos votos com 99,26% do total já apurado.


O candidato do Partido Liberal, Efraín Alegrem, ficou em segundo com 36,94%. A missão, integrada por 68 observadores internacionais de 21 países-membros e observadores da OEA, esteve presente nos 17 departamentos do país e na capital Assunção. Além disso, 11 observadores acompanharam a votação no exterior.

Em relação à organização do processo eleitoral, a missão manifestou sua "preocupação pela composição dos membros titulares das mesas de votação, que de acordo com a lei se concentra nos três partidos com maior representação parlamentar".

"Isto exclui da administração do processo de votação os demais partidos políticos", afirmou a OEA.

A missão frisou além disso que "a alta presença de mulheres nas mesas de votação atuando como presidente constitui um fato de destaque do processo eleitoral e evidencia o compromisso das cidadãs com os partidos políticos e o processo democrático".

Como ponto negativo, a missão chamou atenção para uma prática observada em algumas regiões do país, na qual membros de comunidades indígenas são transportados aos lugares de votação após um ou dois dias aprisionados em propriedades locais.

"A prática, embora não disseminada, constitui uma grave violação dos direitos humanos que deve ser investigada, penalizada e prevenida em futuros processos eleitorais", alertou o comunicado. 

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