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Militares soltam 124 dos 200 presos após golpe na Tailândia

Entre as condições da liberação está a proibição de expressar ideias políticas em público


	Soldados tentam manter o controle durante protesto na Tailândia
 (Damir Sagolj/Reuters)

Soldados tentam manter o controle durante protesto na Tailândia (Damir Sagolj/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 28 de maio de 2014 às 06h52.

Bangcoc - A junta militar da Tailândia anunciou nesta quarta-feira que pôs em liberdade 124 das 200 pessoas que, desde a sexta tinham sido intimadas e detidas pelas autoridades depois de o exército tomar o poder.

O porta-voz dos militares disse que entre as condições da liberação está a proibição de expressar ideias políticas em público, segundo o site "Prachathai".

No total, 253 políticos, intelectuais, acadêmicos, ativistas e jornalistas foram detidos após o golpe pela junta. O "Prachathai" cifrou em 303 ao incluir os chamados em várias províncias do país.

Entre os que seguem sob custódia militar estão vários ministros do governo deposto e membros da Frente Unida contra a Ditadura e para a Democracia, coletivo conhecido como "camisas vermelhas".

Todos participavam das negociações entre facções políticas convocada pelos militares após a declaração da lei marcial e foram detidos quando o chefe do exército, o general Prayuth Chan-ocha, suspendeu o encontro e tomou o poder.

O Conselho Nacional para a Paz e a Ordem, nome oficial da junta, divulgou ontem à noite vídeos de alguns dos detidos para provar que estavam em boas condições.

Eles foram transferidos hoje da base militar em que estavam presos para o quartel general do exército, já que cumpriram o prazo máximo de sete dias de detenção sem acusações previsto pela lei marcial, informou o jornal "Nation".

O porta-voz da junta também assinalou que 53 pessoas não obedeceram a intimação, o que prevê pena de dois anos de prisão.

Um dos que se negou a comparecer foi o ex-ministro da Educação, Chaturon Chaisang, que foi detido ontem após convocar a imprensa estrangeira para negar a legitimidade dos golpistas e pedir o restabelecimento da democracia.

Chaturon, que não resistiu à prisão que já sabia que aconteceria, será submetido a um tribunal militar por desafiar à lei marcial. 

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