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Ingleses dizem ter novas provas do uso de gás na Síria

O primeiro-ministro David Cameron não deixou claro se testes realizados pelos ingleses determinaram quem foi responsável pelo ataque com armas químicas


	David Cameron: primeiro-ministro disse que amostras examinadas por especialistas de laboratório inglês "acrescentam novas provas do uso de armas químicas no subúrbio de Damasco"
 (Stefan Wermuth/Reuters)

David Cameron: primeiro-ministro disse que amostras examinadas por especialistas de laboratório inglês "acrescentam novas provas do uso de armas químicas no subúrbio de Damasco" (Stefan Wermuth/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 5 de setembro de 2013 às 17h16.

Londres - Cientistas britânicos descobriram novas evidências do uso de gás venenoso no mês passado na Síria, informou nesta quinta-feira o primeiro-ministro inglês, David Cameron.

Em entrevista à BBC, Cameron disse que amostras que estão sendo examinadas por especialistas do laboratório inglês Porton Down, "acrescentam novas provas do uso de armas químicas no subúrbio de Damasco".

O primeiro-ministro, no entanto, não deixou claro se os testes realizados pelos ingleses determinaram quem foi o responsável pelo ataque com armas químicas, pergunta que os líderes mundiais estão enfrentando no debate em São Petersburgo sobre a resposta ao ataque ocorrido na Síria em 21 de agosto.

O porta-voz do gabinete de Cameron disse que a evidência citada pelo primeiro-ministro na entrevista à rede de TV britânica é uma peça de roupa de uma das vítimas do ataque e amostras de solo retiradas do local. As duas amostras foram positivas para o gás sarin, afirmou ele, falando em condição de anonimato por não estar autorizado a falar sobre o assunto.

Cameron se recusou a comentar sobre como e quando as evidências foram parar no Reino Unido, alegando preocupações com segurança.

Porton Down, onde as amostras estão sendo analisadas, foi criado há quase 100 anos. Está localizado a 135 quilômetros ao oeste de Londres, e foi montado durante a Primeira Guerra Mundial.

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