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Francisco telefona para Bento XVI e celebra missa na terça

É a quarta vez que os cardeais reunidos escolhem um não-europeu para comandar a Igreja Católica

Papa Francisco diante da multidão à noite após ser eleito papa (AFP)

Papa Francisco diante da multidão à noite após ser eleito papa (AFP)

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Da Redação

Publicado em 14 de março de 2013 às 00h15.

O novo Papa, Francisco I, telefonou nesta quarta-feira para o Papa emérito, Bento XVI, com quem se reunirá "nos próximos dias", e celebrará sua primeira missa na próxima terça.

Em uma breve entrevista coletiva, o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, anunciou os próximos compromissos do novo Papa de 76 anos, eleito pelo conclave nesta quarta-feira à noite.

O primeiro será nesta quinta de manhã, quando irá à Basílica romana de Santa Maria Maior, para rezar à Virgem Maria. Será um compromisso muito particular, indicou o porta-voz.

Na tarde de quinta-feira, o papa argentino celebrará uma missa com todos os cardeais na Basílica de São Pedro, e na manhã de sexta dará uma audiência na Sala Clementina do Vaticano

No sábado, ele receberá os jornalistas na grande sala de audiência Paulo VI.

No domingo, pronunciará seu primeiro Angelus na Praça de São Pedro.

Os cardeais, ao elegerem nesta quarta pela primeira vez um Papa não-europeu desde o sírio Gregório III no século VIII, "tiveram a coragem de cruzar o Oceano e de estender a perspectiva da Igreja", comentou o porta-voz, jesuíta como o novo Papa.

O padre Lombardi saudou também "o testemunho de grande simplicidade" e "a aceitação de um serviço a ser prestado" à Igreja que o novo papa manifestou em sua primeira declaração aos fiéis.

"Ele fez um belo gesto ao pedir sua bênção e ao se curvar" diante deles, antes de conceder sua própria bênção urbi et orbi, revelou.

Essa atitude de simplicidade é feita "seguindo Bento XVI", acrescentou, ressaltando que Francisco I deixou de lado o discurso preparado em latim para esta ocasião.

Ao escolher o cardeal argentino, os cardeais mostraram que não privilegiaram alguém que busca "poder e autoridade", mas "um papa que quer servir", considerou o padre Lombardi.

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