Farc brigarão por 'cessar fogo bilateral' em diálogo de paz

''Vamos pleitear por isso, brigar por isso, discutir a questão na mesa, este será um dos primeiros pontos que vamos conversar'', disse o guerrilheiro Mauricio Jaramillo

Havana - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram nesta quinta-feira em entrevista coletiva em Havana que um dos primeiros temas que serão discutidos nas negociações de paz com o governo é um ''cessar fogo bilateral''.

''Vamos pleitear por isso, brigar por isso, discutir a questão na mesa, este será um dos primeiros pontos que vamos conversar'', disse o guerrilheiro Mauricio Jaramillo, conhecido como o ''Médico''.

Jaramillo acrescentou que ''o que garante ao povo colombiano'' chegar a uma fase de desmobilização de suas tropas ''é a garantia de que o governo tem vontade política de concretizar'' o que está sendo proposto no acordo alcançado para iniciar as negociações de paz.

O Acordo Geral para o Término do Conflito e a Construção de uma Paz Estável e Duradoura foi assinado em 26 de agosto, em Havana, após seis meses de conversas secretas.

Um dos pontos incluídos no documento para conseguir o fim do conflito inclui um cessar fogo definitivo, o abandono das armas e a ''reincorporação'' das Farc à ''vida civil''.

Os outros pontos são o desenvolvimento rural e maior acesso à terra, garantias do exercício da oposição política e participação cidadã, busca de solução ao problema do narcotráfico e respeito aos direitos das vítimas.

A capital cubana será a principal sede das negociações entre as Farc e o governo do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. O início do diálogo começará em Oslo, na Noruega, em 8 de outubro, segundo revelou hoje a organização guerrilheira.

Segundo Jaramillo, no ''encontro exploratório'' anterior à assinatura do acordo ''o governo disse que está disposto a fazer mudanças estruturais'' que conduzam à paz.

Os guerrilheiros não informaram o número de integrantes que as Farc têm atualmente, apenas que este contingente é grande e suficiente.

Ricardo Téllez, outro guerrilheiro presente em Havana, afirmou que quando começou o plano eles seguiam pedindo pela paz e frisou que se chegaram até o estágio atual não é para falar de guerra.

O membro das Farc disse ainda que se o país conseguir a reconciliação a ''Colômbia poderá desempenhar um papel no cenário internacional como todos queremos e desejamos''.

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