Ex-chefe de campanha de Trump aguarda julgamento isolado em prisão

Desde que começaram as acusações contra Manafort, a Casa Branca e o próprio Trump optaram por distanciar-se do ex-chefe de campanha

Washington - Paul Manafort, que foi chefe da campanha presidencial de Donald Trump nas eleições de 2016 nos Estados Unidos e que é investigado no caso do conluio russo, aguarda o início de um dos seus julgamentos na prisão, onde fica isolado 23 horas por dia, segundo afirma sua defesa em documentos aos quais a Agência Efe teve acesso nesta sexta-feira.

"Está preso em uma cela pelo menos 23 horas ao dia - sem contar com as visitas dos seus advogados - em instalações que se encontram a aproximadamente duas horas de sua equipe legal", detalha o documento dos advogados.

No texto, dirigido à Corte de Apelações do Circuito para o Distrito de Columbia, se explica que o "confinamento" sem companhia do empresário se deve ao fato de que esta é a única forma de se garantir sua segurança.

A apelação registrada pela defesa do ex-chefe da campanha do atual presidente dos Estados Unidos pretende que se reverta a decisão da corte federal de Washington do último dia 15 de junho, quando considerou que Manafort deveria esperar seus dois julgamentos na prisão.

A juíza determinou a sentença quando o acusado foi indiciado por obstrução à Justiça após ter tentado influenciar nos depoimentos de pelo menos duas testemunhas, o que esgotou a paciência da magistrada com Manafort, que permanecia em prisão domiciliar desde outubro do ano passado, quando se entregou ao FBI.

Manafort encarará nos próximos meses dois julgamentos diante de duas cortes nas quais se declarou inocente: um fixado para 25 de julho na Virgínia e outro que começará no dia 17 de setembro em Washington, dois meses antes das eleições legislativas.

O promotor especial Robert Mueller investiga o governo americano desde maio de 2017, de maneira independente, sobre os possíveis laços entre membros da campanha de Trump e o Kremlin, o qual as agências de Inteligência dos EUA acusam de interferir nos pleitos presidenciais de 2016.

Manafort supostamente trabalhou entre 2006 e 2017 para governos estrangeiros, entre eles o Executivo pró-Rússia do ex-presidente ucraniano Viktor Yanukovich (2010-2014), e para oligarcas russos, aos quais ajudou a melhorar sua imagem em Washington, sem comunicar ao governo dos EUA, o que constitui um crime.

O processo contra Manafort é resultado da investigação de Mueller sobre os supostos laços entre a Rússia e membros da campanha de Trump, mas não está relacionado diretamente com as atividades que desempenhou entre junho e agosto de 2016 como chefe da campanha do agora presidente.

Manafort teve que se demitir depois que se descobriu que tinha ocultado das autoridades um pagamento de US$ 12,7 milhões que recebeu por assessorar Yanukovich.

Desde que começaram as acusações contra Manafort, a Casa Branca e o próprio Trump optaram por distanciar-se do ex-chefe de campanha.

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